"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
terça-feira, setembro 15, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
BlogConf / Açores / Legislativas 2009

O que é?
A BlogConf é uma blogo-conferência, ou conferência de bloggers, aberta aos social media e à comunicação social (e que aqui replica o modelo que tem sido utilizado em termos nacionais com os vários candidatos partidários às eleições legislativas de 2009).
Com quem?
Ricardo Rodrigues. Esta é a primeira BlogConf realizada nos Açores e irá reunir o cabeça de lista do Partido Socialista - Açores às eleições legistivas de 27 de Setembro com alguns bloggers açorianos.
Quando?
Sexta-feira, dia 04 de Setembro’09, pelas 18h00.
Onde?
Sede de campanha do PS - Legislativas 2009 - Melhor Autonomia, Melhor Portugal , no Solmar Avenida Center – 1º Andar, Lj 123a (T 296 628 303). A sala dispõe de acesso wireless.
Como?
O cabeça de lista do PS/A estará à disposição dos bloggers para uma conversa. Livre. Sem restrições. Cada blogger convidado disporá de 1 a 2 perguntas. Pode transmitir ao vivo, som e imagem, ou gravar. É livre.
Para as redes sociais estão reservadas 3 perguntas a enviar para o email acores2009@ps.pt
A BlogConf será gravada em vídeo para posterior disponibilização online, no endereço da PSA TV. Este encontro poderá ser igualmente seguido em directo via Twitter e aplicações conexas (Facebook, por exemplo).
Porquê?
Tal como foi referido, aquando da realização da 1ª BlogConf com o Engº José Sócrates a 27 de Julho’09 na Lisboa Factory, hoje em dia não podemos ignorar que a comunicação abriu-se aos meios sociais. Deste modo, faz todo o sentido que os candidatos a cargos públicos possam estar disponíveis, nesta e noutras redes, à população que, por esta via, os quer e pode questionar, informar-se e debater sem que para isso tenha de recorrer à intermediação dos meios de massas.
Bloggers convidados
:Ilhas (Carlos Rodrigues)
Ardemares (Francisco César)
Açores 2010 (Vitor Marques)
Entramula (Mário Roberto)
In Concreto (Tibério Dinis)
Máquina de Lavar (José Gonçalves)
O Espólio (Daniel de Sá)
Ponte Insular (Paulo Mendes)
Repórter X (Alexandre Pascoal)
Zirigundo (Hélder Blayer)
"À Janela do Mundo"
O Velho do Restelo
A política não se pode limitar ao diagnóstico nem se pode circunscrever à capitalização do descontentamento. Embora seja uma das mais simbólicas figuras literárias, imortalizada na obra maior de Luís de Camões, hoje o Velho do Restelo também anda por aí. Com os mesmos tiques de conservadorismo arcaico e os mesmos laivos de pessimismo. Para o Velho do Restelo, a situação do país é pior que a crise internacional. Parece que estamos condenados ao fracasso e que o país foi varrido por uma vaga de monções, ventos ciclónicos e pragas de gafanhotos.
O Velho do Restelo quase que sente um especial gosto quando se deleita a enunciar os “graves problemas do país” num tom solene e grave que, todavia, não esconde um prazer mórbido de quem, com contida humildade, se julga herdeiro político de um qualquer D. Sebastião. Os velhos do Restelo hoje não têm género nem idade. Tanto podem ser homens circunspectos e espadaúdos como senhoras de aspecto frágil e discurso pseudo moralista. Podem também ser jovens com discursos passadistas e saudosistas que lamentam não ter vivido num tempo que, embora desconheçam, insistem em exaltar. Para o Velho do Restelo, o futuro nada traz de esperança ou positivo. É apenas o aguardar de uma inevitável fatalidade. O futuro será sempre pior que o presente e o presente uma tímida e pálida imagem de um passado que, infelizmente, já não volta.
É verdade que os tempos hoje não são fáceis. É verdade que o mundo vive uma crise económica sem precedentes e cujos efeitos ainda não estão totalmente contabilizados. Há, por isso, duas formas de enfrentar a situação: aprender com os erros e aproveitar as oportunidades que as crises sempre oferecem ou conformar-nos com o triste fado e suspendermos tudo e mais alguma coisa até que a tempestade amaine. Os primeiros têm o ADN que levou Portugal a dar novos mundos ao mundo. Os segundos estão imortalizados na obra de Camões.
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!
Nos tempos que correm, os primeiros não abundam e os segundos andam por aí a encantar serpentes e a cantar loas a um tempo que já não volta. O Velho do Restelo tem como única e real esperança ser ouvido e, com um pouco de sorte, ser escolhido para liderar na última e derradeira batalha que, profeticamente, avisa estar já perdida antes mesmo de começar.
quinta-feira, agosto 27, 2009
Se não nos defendermos ela “rasga-nos”…
A campanha eleitoral para as eleições de 27 de Setembro está em marcha. Em causa, para os Açores e para o País, está a escolha do Governo da República.
O programa do PSD, encabeçado por Ferreira Leite, a dois meses das eleições, não foi sequer apresentado. Conhece-se apenas a intenção proclamada pela própria de “rasgar” todas as políticas do PS: as relativas ao investimento público, ao aumento do salário mínimo, ao apoio às empresas, ao Estatuto dos Açores ou até à Lei de Finanças Regionais porque diferencia os Açores de uma forma justa relativamente à Madeira.
Por outro lado, temos o projecto do PS, liderado por José Sócrates, que alicerça toda a sua força no combate à crise económica e na preparação do futuro do País no pós-crise, num conjunto anunciado de medidas em que se inclui a defesa dos meios e competências das Autonomias insulares.
O mais interessante, porém, neste acto eleitoral é o facto de os açorianos já conhecerem bem o passado dos candidatos a Primeiro-Ministro. Todos nos lembramos bem, quando Ferreira Leite cancelou a transferência de 20 milhões de euros para os Açores para tentar paralisar a reconstrução das casas afectadas pelo sismo de 1998. Todos nos lembramos bem, que foi ela que suspendeu a Lei de Finanças Regionais e congelou o recurso à dívida por achar que o primeiro sítio a “cortar”, em caso de crise, devem ser as Regiões Autónomas. E todos nos lembramos muito bem, como Ferreira Leite fez tudo para impedir que o nosso Estatuto Político-Admistrativo fosse bom para os Açores, tendo inclusive ordenado aos seus Deputados para pedirem ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Lei.
José Sócrates, por seu lado, “comprou” a luta pela Autonomia Regional: fez e aprovou com coragem a lei que nos trouxe mais recursos financeiros, apoiou na União Europeia a vinda de mais fundos comunitários para os Açores e, contra a maioria da opinião publicada, política e institucional, arriscando custos eleitorais no Continente, acreditou que os Açores mereciam ter um Estatuto à altura da sua História e do seu futuro.