sábado, fevereiro 28, 2009

PARABÉNS MARIANITA!!!!!!

Muitas Felicidades, massa!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

No te salves

"No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo
pero si

pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino

y te salvas

entonces
no te quedes conmigo."

Mário Benedetti

terça-feira, fevereiro 24, 2009

José Manuel dos Santos...

...escrevia: livros azuis nas linhas brancas dos cadernos. Livros azuis, livros azuis, livros azuis, assim repetidamente. Um dia cansou-se e passou a desenhá-los no fundo da prateleira, rente à parede, por detrás das velas chinesas, rente às fotografias da família. Desenhava livros azuis. Escrevia a preto e quando lhe faltava a tinta, decorava as letras
(com brilhantes).

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Olha que o "gajo" até é bom a fazer negócios


Escritura da casa da Braancamp foi feita por 235 mil euros
Escrituras no prédio onde Sócrates mora com valores divergentes
20.02.2009 - 06h18 Cristina Ferreira, Paulo Ferreira

O apartamento de José Sócrates em Lisboa, segundo consta da escritura notarial, foi adquirido pelo preço de 47 mil contos (235 mil euros). Dois anos antes desta venda, um apartamento idêntico no mesmo prédio (o 3º E) foi comprado por um emigrante português que estava isento do imposto de sisa por 70.200 contos (351 mil euros), ou seja, mais 50 por cento do que o valor declarado por Sócrates.

Estes valores referem-se aos apartamentos sem arrecadação, tendo o de Sócrates, o 3º A, uma área bruta de 183 metros quadrados e o 3º E de 175 metros quadrados. O actual primeiro-ministro pagou mais mil e quinhentos contos por uma arrecadação.

O valor pago pelo imigrante está muito mais próximo da tabela de preços que a mediadora imobiliária, no início dos anos noventa, entregava aos potenciais compradores. Neste documento, de que o PÚBLICO tem cópia, o preço que a Richard Ellis pedia pelo apartamento comprado pelo então ministro-adjunto do primeiro-ministro era de 78 mil contos (390 mil euros), igual ao do imóvel adquirido pelo emigrante português. Já depois de o PÚBLICO ter contactado o gabinete do primeiro-ministro, a Richard Ellis fez chegar ao público uma outra tabela, com a indicação de que estaria em vigor a partir de Março de 1994, e que fixava o valor de venda do apartamento onde vive o chefe do Governo em 60.650 mil contos (302.520 euros).
...

Texto e foto do jornal Público, http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365947&idCanal=12

De Vitorino Nemésio

video

dito por Vasco Pereira da Costa, o poema "A caminho do Corvo" (1969).

Franceses imitam Açorianos



Foto retirada da página do Açoriano Oriental, http://acorianooriental.pt/files/multimedia/fotos/6_foto_do_dia

E se eu me quiser casar...

1º Bem-vindo e Avé Francisco César!

2º Concordando em pleno com a tua (posso?) exposição, e tendo eu um intelecto algo vanguardista e uma alma um tanto conservadora, ambos mundos separados por uma linha na areia, pergunto, e se eu me quiser casar civilmente com a minha mãe? Tenho esse direito, não? E com a minha mãe e com o vizinho do segundo esquerdo? Ambos! Estou a complicar?

Benefícios para todos com a reforma laboral do PS


Entrou anteontem em vigor o novo Código de Trabalho. Este novo ordenamento jurídico vem, afinal, corrigir uma legislação completamente desadequada e arcaica face aos desafios de uma economia competitiva e mais justa para todos os seus intervenientes. O anterior Código de Trabalho não facultava às empresas instrumentos de adaptabilidade que suprissem as suas carências, desequilibrava as relações de poder a favor da parte mais forte, fomentava a precariedade do emprego, desincentivava a contratação colectiva e, por ser até confuso, era de difícil efectivação.

A partir do diálogo com os parceiros sociais, o Governo do Partido Socialista conseguiu concretizar uma alteração na lei que, tendo em conta a resolução de todos os problemas identificados, introduz um paradigma de relações laborais adaptado ao século XXI e ao praticado nas sociedades mais avançadas.

Ao nível das empresas, por exemplo, criou a possibilidade de fixação de um número anual de horas de trabalho, a aplicar em conjunto com os limites de variação diária e semanal do tempo de trabalho, de forma possibilitar o aumento de dias de repouso semanal aos trabalhadores. Ou seja, falamos de um “banco de horas” que permite às empresas adequarem os horários de trabalho dos seus funcionários aos seus “picos” produtivos, desde que os compensem em dias de descanso e cumpram os limites máximos de horas de trabalho previstas na lei. Patrões e trabalhadores beneficiam.

Mas é ao nível dos trabalhadores mais jovens que este Código de Trabalho mais se dedica, introduzindo benefícios. Por um lado, tem políticas incentivadoras da natalidade, como o alargamento da licença de parentalidade para seis meses, subsidiando com 83 % do salário bruto, mas que atingirá 100 % se a licença for de cinco meses partilhada por pai e mãe. Por outro, combate a precariedade laboral, ao regulamentar de facto a possibilidade de despedimento do trabalhador, ao reforçar a aplicação da legislação laboral, ao penalizar os contratos a prazo e incentivar os contratos sem termo, ao alterar a presunção legal de existência de contrato de trabalho, a favor do trabalhador, de modo a permitir o combate eficaz da inspecção de trabalho e do sistema judicial aos falsos recibos verdes, e ao interditar os estágios extracurriculares não remunerados.

Este novo Código de Trabalho, elogiado pelas associações de empresários e pelos sindicatos mais propensos ao diálogo social, é um bom exemplo de como é possível reforçar a competitividade das empresas, ao mesmo tempo que se reforça a rede de protecção social. Mas esta nova legislação, por si só, não é suficiente. Não é concebível, nos dias de hoje, que nos casos de profissões que necessitem de um estágio de admissão à ordem, os jovens tenham muitas vezes que os fazer de graça, servindo de mão-de-obra fácil e barata de sustentar e substituir. E também não é concebível que, perante um ordenamento jurídico justo, que fica agora vigor, possam surgir fragilidades na sua aplicação por brandura de fiscalização das autoridades competentes
.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ardemares News



O Ardemares conta a partir de hoje com mais um colaborador: Francisco Vale César.
Bem-vindo e posta à vontade!

* E, não benvindo. Lá dizia o outro Herrar é umano.

Por Uma Questão de Igualdade

Nos últimos 5 anos a Juventude Socialista tem vindo a discutir o direito ao Casamento Civil entre pessoas do mesmo sexo. É com algum regozijo que vejo, agora, o PS, reconhecer a pertinência do tema e discuti-lo da forma mais correcta. Levar o tema ao seu órgão máximo, o Congresso Nacional, despoletando desta forma um amplo debate em toda a sociedade portuguesa

Como Deputado de todos os açorianos, sejam eles de qualquer raça, religião, credo, género, condição social ou orientação sexual, sinto-me na obrigação de contribuir com minha opinião, para o esclarecimento deste tema.

A questão do acesso ao casamento civil por casais de pessoas do mesmo sexo é eminentemente uma questão de respeito pelo princípio da igualdade. De facto, por muito que os opositores da consagração do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo se esforcem por procurar, não existe qualquer justificação para negar o acesso ao casamento civil que não tenha por base uma concepção discriminatória assente em preconceitos com origem homofóbica. O elemento essencial do debate passa pela existência de uma vontade livre e esclarecida de duas pessoas em celebrarem um contrato cujo regime vai regular parte significativa da sua vida familiar, e oferecer maior segurança à sua relação. Contra esta vontade livre e esclarecida, com efeitos apenas na esfera das duas pessoas que escolhem casar-se, não podem invocar-se as convicções filosóficas ou religiosas de qualquer estranho àquela relação, e muito menos pode o Estado acolher estas concepções: a sua estrita neutralidade no plano filosófico, ideológico e religioso assim o impõe.

Não há rigorosamente nada na orientação sexual de uma pessoa que impeça ou imponha a constituição de uma plena comunhão de vida com uma pessoa do mesmo ou de outro sexo. Apenas a vontade de estabelecer essa comunhão interessa. Apenas essa vontade deve ser critério para celebrar um casamento. Se há algo que a realidade revela é a existência dessa plena comunhão entre os milhares de casais de pessoas do mesmo sexo que fazem uma vida totalmente idêntica à vida conjugal de qualquer casal casado. A única diferença que se consegue apurar continua a ser, infelizmente, a recusa do Estado em conferir-lhes o mesmo tratamento que oferece à plena comunhão de vida constituída por casais do mesmo sexo.

É nossa obrigação terminar com anos de humilhação, de direitos ausentes, de liberdades reprimidas e desigualdades assumidas, a um grupo de pessoas cuja única pretensão é ser aceite como
igual.

A qualidade de uma democracia, mede-se não pela imposição das vontades de uma maioria, mas sim pela forma como respeita os direitos das minorias.

"Ofereço-te um pico retratado pelo primo!"



E, quando um primo faz uma oferta destas, não se pode recusar.

Pensamento do Dia

"Quand le doigt montre la lune, l'imbécil regarde le doigt".
Em português: "quando o dedo mostra a lua, o imbecil olha para o dedo"...já postava a minha mãe, quando blogava...e tinha razão.
Há coisas assim e pessoas também.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Leio



"Se me comovesse o amor como me comove
a morte dos que amei, eu viveria feliz. Observo
as figueiras, a sombra dos muros, o jasmineiro
em que ficou gravada a tua mão, e deixo o dia

caminhar por entre veredas, caminhos perto do rio.
Se me comovessem os teus passos entre os outros,
os que se perdem nas ruas, os que abandonam
a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer

o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém
comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar
os templos, iluminar as varandas, chegar tarde.

Por isso não me procures, não me encontres,
não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas
o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe."

Francisco José Viegas

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

domingo, fevereiro 15, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Cismado

José Manuel dos Santos chegou a casa, sozinho, como sempre. Por detrás da porta o tapete de estopa, oferecido pela Celestina, anunciava um olá cismado, pintado a azul com um longo e largo ponto de exclamação. Sempre que entrava em casa, desviava o olhar do tapete, mas pisava-o, com força, como se estivesse a pisar mais do que o tapete de estopa oferecido pela Celestina, que era tão ou mais cismada que o olá do tapete. Fez o jantar rápido; umas torradas recheadas americanas de levar ao microondas; leite com chocolate, marca continente, duas bananas e uma fatia de queijo. Em cima 4 ou 5 cigarros e café frio.
Sentou-se no sofá de olhar cismado. Pegou num papel branco, canetas de cores diferentes e desenhou duas árvores, uma casa a meio, duas pessoas, uma terceira ao longe; à porta da casa, um tapete de estopa, debaixo do tapete um bilhete, a ver-se. No canto do papel escreveu olá; no outro canto Celestina; no outro canto vou-me embora; dobrou o quarto canto e foi-se deitar: em sonhos, procurar o quinto canto: tornar-se Adamastor. Passou pela porta de entrada, pegou no tapete de estopa virou-o ao contrário; do lado do avesso só linhas. Não escreveu nada. Roubou o bilhete. O bilhete dizia: olá, cismado!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

sábado, fevereiro 07, 2009

life in technicolor

Conselho aos novos críticos do Século XX

Admit nothing
Blame everyone
Be bitter

Barbara Kruger


«Se queres parecer inteligente,
desdenha de quem escreve coisas simples
e desconfia, desconfia sempre
dos sentimentos, das convicções.

Diz mal da tua época,
procura dar a tudo um ar difícil
e cita alguns autores que ninguém leu.

Se queres que te respeitem,
reserva a admiração e o elogio
pra certos mortos bem escolhidos,
de preferência estrangeiros,
e acima de tudo
não caias nunca na vulgaridade
de ser compreendido pelos que te lerem.»

Fernando Pinto do Amaral

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

O fim do capitalismo... a conta gotas.

Obama to detail compensation limits on executives
By JIM KUHNHENN, Associated Press Writer


WASHINGTON – Call it the maximum wage. President Barack Obama wants to impose a $500,000 pay cap on executives whose firms receive government financial rescue funds, a dramatic intervention into corporate governance in the midst of financial crisis.


Obama vai detalhar limites na compensação a executivos
Por Jim KUHNHENN, Associated Press Writer


WASHINGTON - Chamemos-lhe o salário máximo garantido. O presidente Barack Obama quer impor um tecto para pagar $ 500.000 a executivos cujas empresas recebem verbas governamentais para salvamento financeiro, uma intervenção dramática em gestão corporativa, no meio de uma crise financeira.

Chamada Geral



A ouvir.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Méééé´!!!

O que Genial é Eterno



Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.

domingo, fevereiro 01, 2009

Müz´ka



Do filme Into the wild a müz´ka de Eddie Vedder. Uma entre as muitas boas muz´kas, do filme de Sean Penn. Esta ganhou o globo de ouro para a melhor canção original composta para filme. Chama-se "Guaranteed"...
Gostei do filme.