quinta-feira, janeiro 15, 2009

O saber não ocupa espaço

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Trombalazana
"Seria uma santanada, se a língua portuguesa fosse plástica como o brasileiro ou o castelhano do México: neste país diz-se "cantiflar", falar sem dizer nada, como em homenagem a Cantiflas, popular actor cómico. Trombalazana não quer dizer nada, mas fica porque Vasco Santana tinha com o público uma empatia que seria repetida no cinema 25 anos mais tarde por António Silva.(...) Durante o PREC, a famosa atriz Beatriz Costa, que participava também em a Canção de Lisboa, lançou então um livro de memórias cujo título lembrava, por escárnio, as saudades dos tempos antigos: Quando os Vascos eram Santanas."
Ferreira Fernandes-João Ferreira,
"Frases que fizeram a História de Portugal", Lisboa, Esfera dos Livros, 2ª edição, Fevereiro de 2006, pág. 212.

"Quando permitimos que, à custa de uma boa ideia, que são os minibus usados antes na Terceira, e da reorganização da rede de transportes colectivos de passageiros se construa uma central rodoviária que vai colocar ao lado do Convento da Esperança no mínimo 70 autocarros por dia… Quando se olha tudo isso,e por mais que os do costume espalhem os elogios, eu cá acho que a política da edil é uma “trombalazana”. ("Trombalazana", Francisco César, Açoriano Oriental, hoje).

Afinal quem inventou a palavra foi Vasco Santana. Numa pesquisa rápida na internet, encontramos a palavra "trombalazana" em diversos contextos. De todos,o que achei mais engraçado foi o de um blogue chamado Trombalazanas. O autor escreve:
"Os elefantes nunca esquecem. E, como tal, decidi criar este blog. Se por acaso
me esquecer ao menos fica escrito."

Verdade.

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