segunda-feira, julho 09, 2007

Dedicatória I



Nas ilhas, o lugar de ser fica à beira mar como num complemento circunstancial de modo, para onde, sem querer, está o corpo inclinado a balançar e a enterrar(-se). E o coração dos ilhéus tem actos como nas peças de Teatro; capítulos como os Romances e versos como um Poema de palavras reticentes, entre vírgulas, ou, tão somente, atravessadas por um hífen de ligação, justamente posto ou aglutinado, como o senhor velho, de pouco cabelo e cheio de barcos nos olhos, que atravessa, velozmente, as linhas deste texto, entre parêntes(es) ou à boleia de um atributo, que me dá honras de poder vê-lo.

2 comentários:

rf. disse...

é isso.

daqui e dacolá disse...

Bonito.E ternurento.
É verdade, "o senhor velho,...cheio de barcos nos olhos...". Quantos daqueles que fizeram do mar a sua vida, o olham, também, com lágrimas plenas de barcos.