quarta-feira, junho 28, 2006

Croniqueta XXXII ou o Fífia é um Pé de Dança ou Discos Pedidos



Para H.Galante
“Sê bom. Mas ao coração
Prudência e cautela ajunta.
Quem todo de mel se unta,
Os ursos o lamberão
.” ( A arte de ser bom, Mário Quintana)


Vai à festa, vai à festa mas não dança, porque no escorrega e balança, o Fífia prefere o trio; se eléctrico, ainda melhor. Festas, folias, passadeiras, o Fífia é dado ao batuque da música clássica erudita, até ao tradicional “Caminho de Viseu”, passando, pelo não menos “giro” hip-hop do Boss AC.
Vendo bem, à lupa da cartolina do olhar, o Fífia é um musi(cólo)go, o que traduzindo em miúdos, quer dizer que desde pequeno a traz ao colo. Presa a si. Como uma “prenda”[minha], digamos, em cujo verso de graça se aplica, um Anel de Vidro (Manuel Bandeira). Esse é aliás o sonho do nosso Fífia. Ter um anel de vidro para usar no sexto dedo da luva de flanela, que usa, quando, aos Domingos, a praça se enche de gente para comer gelados ao sol. Como lagartos. O nosso Fífia é um senhor do toque; não é pianista porque não calhou; se o fosse tocaria todos os dias, como que a treinar ritmos, quiçá para enfeitar com letras feitas à moda da Música Popular. Afinal, o que vale, para o nosso Fífia, é um homem cheio de contextos, como se as modas pegassem no fundo das questões, que elabora. O nosso Fífia é um vencedor; que num conjunto de Queens, assume um plural inglês, para logo se desfazer num ego monumental; porque, assim como assim, “We are the Champions” é só para apelar à lágrima. Nele, campeão (não confundir com cão peão) só há um; o Fífia e mais nenhum! Faz-se à moda, se agita, parecendo batata frita na certeza do amparo, não doirado, mas escuro, o Fífia navega em águas agitadas de embaraço. Sabe de cor esses temas, mas não molha a convicção, que é como quem diz não se envergonha; não padece, não amolece, não sucumbe, nem hesita. O Fífia é um êxito de banda de palco enfeitado; não de festa de paróquia, porque brega, nem tão pouco de desfile de 4 de Julho, nada disso; o Fífia é fino, veste escalas e nas alegorias da forma, há-de ser um trovador; quiçá Galaaz enfeitado no seu cavalo de espuma, debatendo-se com moinhos inventados por Quixote. Sem pança, porque atlético. Sem zumbidos, porque Homem, o Fífia não vai de modas nem consta que use colectâneas de batidas de coco ou outras frutas exóticas semelhantes. O Fífia vai à festa, mas não conta. Dança, mas não balança, porque no batuque do salto, a garantia do amparo é ainda muito pouca. Vai que lhe desviam o pano; vai que na plateia do campo, aonde actua, quase em segredo, há um, um só, dos “Champion” que, qual bola de ténis florescente lhe rompe a rede de segurança? Não pode. Cuidadoso, qual fio de roupa estendida, o Fífia liga-se por cores ordenadas e, na caixa de guaches, há delas que estão secas e só saem em farelos. Precisa de aprender a conjugar o verbo colorir o nosso Fífia, em vez de passar a vida a fazer castelos na Areia, que é como quem diz a pintar a manta ou a fazer moldes para pés (de dança!)… conforme se lhe dá o swing.

5 comentários:

D'ARREJEITE disse...

Nem todos podem ser ilustres, mas todos podem ser bons...(mesmo sem mel)Confúcio.

Rui Goulart disse...

Mariana, mas afinal O Fífia.... não, não vou perguntar. É melhor deixar a mente imaginar. Crair imagens.

Bonito!

Manicóide disse...

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Rui Goulart disse...

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Anónimo disse...

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