segunda-feira, agosto 29, 2005

Limites

"Destas ruas que afundam o poente
Há uma (não sei qual é) que percorri
Pela vez derradeira, indiferente
E onde, sem pressentir, me submeti

A Quem decreta omnipotentes normas
E uma secreta e rígida medida
Aos sonhos, às penumbras e às formas
Que destecem e tecem esta vida

Se para tudo há fim, há esquecimento
E um preço e nunca mais e última vez,
Quem nos dirá de quem neste aposento
Nos despedimos, sem saber talvez?"

Jorge Luis Borges

In Obras Completas II (O Outro, O Mesmo, 1964)

3 comentários:

João Nuno disse...

...Mariana há um Outro Borges, O Mesmo, no Ilhas

Caiê disse...

Anda a ser descoberto nas tertúlias micaelenses?

(a maldade, a maldade dos felinos...) ;)

Anónimo disse...

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