quarta-feira, junho 29, 2005

Leitura obrigatória no DA AUTONOMIA do Guilherme Marinho

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Assim, tem de aceitar-se a necessidade da revolução regionalista, pelo entendimento da mesma como uma revolução simbólica contra uma dominação simbólica, porque qualquer unificação que assimile aquilo que é diferente, encerra o princípio da dominação de uma identidade sobre outra, da negação de uma identidade por outra, para utilizarmos as palavras de Pierre Bourdieu.
Uma revolução que, no espaço europeu, implica uma descolonização da Europa, porque, como salienta Alain Bénoist, se a riqueza da humanidade é a personalização dos indivíduos no interior da sua comunidade, eis que a riqueza da Europa é a personalização das regiões no interior da cultura e da civilização donde aqueles emanaram.

(...)

Excerto de um texto de, José Adelino Maltez “A autonomia das regiões como forma de reforço das liberdades nacionais”, in Autonomia no plano político, 1.º centenário da Autonomia dos Açores, Vol. 5, pags. 109 ss. Copiado do blog DA AUTONOMIA do Guilherme Marinho

12 comentários:

gmarinho disse...

...entretanto o Professor José Adelino Maltez fez-nos este obséquio:

http://tempoquepassa.blogspot.com/2005/06/eu-regionalista-me-confesso.html

Bem haja!

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

Li e adorei. Parabens GM.

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

No entanto, Alain de Benoist, tanto quanto sei, é um dos mais sofisticados proponentes da Nouvelle Droit Europeene, romântica, regressiva e potencialmente fascizoide porque absolutiza a politica através de um sentido de pertença que é elevado, inevitavelmente, ao estatudo de um dogma (sei mt bem que esta não é a posição do G Marinho) O que é uma dominação simbolica? Será que é possivel libertarmo-nos delas? Bourdieu, antropologo de inspiração Heideggeriana, eleva a diferença até às estrelas o que pode ser bastante problemático, em determinadas circumstancias. A relação da diferença com a tolerancia, com a existencia de laços comuns etc é uma das questões mais complexas da teoria poltica. E, na minha opinião, nem Benoist nem Bourdieu, conseguem reconfigurar a questão da diferença de forma satisfatória para uma democracia. A meu ver, Iris MAris Young, Foucault, Charles Taylor e William Connolly sao mais interessantes (an opinion , thats all) Qual é a dominação de uma identiade sobre a outra? Sempre que me começam a falar de regressos à mais intima essencia das coisas, começo a cheirar aquele cheirinho inconfundivel do dogma e do autoritarismo.

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

Não é possivel discutir-se ( no sentido de falar, conversar) com uma essencia ou com uma diferença absolutizada. Simple as that!

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

Bem, vamos falar das coisas pelos seus noems: Alain de Benoist é um conservador ferrenho, provavelmente um grandessimo fascista para não dizer outra coisa.

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

A riqueza da humanidade é a exteriorização da comunidade que está inscrita na personalidade de cada individuo através da relação. Isto sim, meu caro Guilherme.

Benoist é um provinciano chauvinsta.

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

A riqueza da humanidade é a exteriorização, no dialogo e convivio, da comunidade que está inscrita na personalidade de cada individuo.


Sorry!!!

gmarinho disse...

eheh o que vale é aparece sempre o Zeke para temperar estas «continental aproaches». dois pontos:
1- o texto não é meu é do prof josé adelino maltez
2- mas a tese do fascizóide é-me instrumental, o que me interessa é a desconstrução do estado positivista e a necessária projecção das autonomias políticas não como caminho para a diferenciação individual (lá estaríamos no dogma)mas como potencialidade para o desenvolvimento individual, são meias frases feitas mas acho que dá para perceberes
Teria muito gosto que desses 1 contributozinho para esta vexata quaestio da «átonomia»

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

oops sorry.....


"é a desconstrução do estado positivista e a necessária projecção das autonomias políticas não como caminho para a diferenciação individual (lá estaríamos no dogma)mas como potencialidade para o desenvolvimento individual, são meias frases feitas mas acho que dá para perceberes"

Caro Guilherme,

Terei muito gosto, e digo isto com toda a sinceridade, em contribuir para seja o que for que o meu caro compadre Blogger, ainda por cima fellow hip-hoper (just kiddin), me sugira. Antes de continuar, contudo, gostaria de pedir que clarificasses a citação, dada a potencialidade de sentidos que encerra (mas que é interessante de qualquer um dios prismas que nos apresenta) Assim à primeira vista, por desconstrucção do estado positivista entendo a descntrccao do estado que se guia por uma normatividade que suprime as diferenças locais. Ou seja, um estado estruturado e guiado pelo universalismo da razao cientifica. Mas nao gostaria de me alargar com especulaçoes sobre o teu trabalho. Se te interessar conversar sobre isto, deixo-te aqui o meu contacto. Seria um prazer aprender alguma coisa sobre a autonomia da minha terra (sei muito pouco, quase nada, sobre este tema que sempre me fascinou e sei que és um brainie na materia)

E.M.Da-Silva@lse.ac.uk


Grande abraço Autonomista.

Ezequiel

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

quanto aos continentals a aos analiticals, nao acredito na bifurcação...Entre margens e pontes, preferirei sempre as pontes...Abraço, Z

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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