terça-feira, maio 10, 2005

Contributo I

"[...]«Terra firme», dizia-se antes; firme porém só na continuidade dos mistérios que permanecem, quando tudo o resto se agita, muda e altera. Parte da açorianidade daquela gente assenta nessa sua sabedoria de estar em contingência, pois nem sequer os mapas sabem dar repouso às ilhas. Aparecem representadas mais a norte ou mais a sul; ora mais para leste ora mais para oeste; por vezes mais próximas umas das outras, quantas vezes mais distanciadas e até mesmo reduzidas umas e aumentadas outras.[...]

excerto de "Moby Dick e a recuperação da memória. Portugal na sua atlanticidade", por Adelaide Freitas, in revista Vértice, nº 78, Maio-Junho de 1997, pp. 48-54.

3 comentários:

Rui Coutinho disse...

Ainda ontem, o meu Amigo e Professor de Sedimentologia (dos idos 70's em Coimbra) Rui Pena dos Reis, me dizia, do cimo da Serra Gorda: Esta ilha é um grande barco.
O Mestre Júlio nunca fez um assim tão grande, mas foi dos maiores artífices da construção naval nos Açores.

Mariana Matos disse...

:)

Menina_marota disse...

Gostei muito do teu Blog. Posso linkar-te para não me perder neste Mar?

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Abraço :-)