quinta-feira, maio 05, 2005

Ainda o Pensador Açoriano

O que é ser um Pensador Açoriano?
Pensador Açoriano é quem vive nos Açores? Quem vive noutro lado, mas é Açoriano? Quem é " amigo dos Açores"? Afinal de contas, o que é ser um Pensador Açoriano?


O Pedro responde à minha pergunta e eu respondo-lhe pelo princípio verbal e substantivo, ou seja respeitando, por acção e palavra, as suas sempre muito estimadas reacções.

O Choque de Gerações, programa da nossa RTP, a Açores, é um programa, ao qual, desde o início, estava inerente o facto de ir ter presente, a nova geração de pensadores açorianos. Isto foi dito explícitamente pelo seu apresentador.
O CdG foi uma inovação na nossa RTP, é gravado numa ilha açoriana e apresentado por um Açoriano. Escolha ou Fatalidade? Deixo ao teu critério a resposta.

Se o que se pretende é levantar questões, discutir novas ideias, em suma, apresentar novos projectos, por mim, óptimo. Pense-se os Açores. Mas isso, caro Pedro, não é ser pensador açoriano, isso é pensar os Açores. E, obviamente, que nunca te direi que Pedro Mexia ou Francisco José Viegas não podem pensar os Açores. É claro que podem. Podem e Devem. Porque não? Mas não são pensadores Açorianos. A questão está é aqui. Tu ou eu se fossemos participar num programa como o Choque de Gerações sobre, por exemplo, a Madeira, não éramos pensadores madeirenses! Pensávamos a Madeira, pois naturalmente que sim. E se fosse o Canadá? Éramos pensadores canadianos? Não, Pedro, pensávamos o Canadá. E se fosse a China? Pensadores Chineses? Não, Pedro, pensávamos a China.
A questão é simples.
Quando Tabucchi, Romana Petri, Maria Orrico ou Raul Brandão escrevem sobre os Açores estão a pensar nos Açores ( a escrever sobre os Açores ), mas não são pensadores Açorianos. E, sim, é claro que há uma diferença entre estes quatro escritores e Vitorino Nemésio, Joel Neto e Nuno Costa Santos, por exemplo. Eles pensam os Açores e são açorianos.Vitorino Nemésio, Joel Neto e Nuno Costa Santos são pensadores açorianos.
Lamento Pedro, mas na minha questão não está insinuado qualquer tipo de questão a não ser esta: uma coisa é pensar os Açores, direito que me parece, inerente a todos quantos queiram pensar esta região, chineses, alemães, ingleses, franceses; a outra, completamente diferente, é ser pensador açoriano. Qualquer pessoa pode pensar os Açores, assim como qualquer pessoa pode pensar Cabo-Verde, mas isso não faz dessa pessoa um Pensador Açoriano ou Cabo Verdiano.
A minha questão levanta-se, obviamente, em relação ao CdG, por causa da expressão utilizada. Se tu próprio até encontras nela um certo ridículo presumo que, pela naturalidade, de alguns dos seus comentadores, então, parece-me, que não tenho muito mais a dizer sobre o assunto.
A não ser que, nada disto te deve perturbar, porque, se não sabes, ficas a saber, eu não me acho melhor que ninguém, por ser açoriana, a questão é, se quiseres linguística, pensar os Açores não é ser pensador Açoriano. Mais, também considero que as pessoas que participam nos programas que vejo são “(…) independentemente do local de nascimento, pessoas interessadas em reflectir sobre múltiplos aspectos da vida alguns deles relacionados com os Açores (…).”

Isto para mim seria o suficiente. Mas, ao contrário de ti, caro Pedro, eu não acredito que ser açoriano seja acaso, escolha e, muito menos, fatalidade.

9 comentários:

Pedro disse...

eu acho a expressão ridícula, não por causa da naturalidade, mas em sí mesma. Não existe essa coisa de Pensador Açoriano. mas esta é uma boa polémica para continuar, parto para a definição do que é o Pensamento Açoriano. Até Breve. ;)

gmarinho disse...

...olha cá está um belo tema para o CG! :) eheheh

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

Um Japones pode pensar nos Acores mas isso nao faz dele um pensador Acoriano, que vive a realidade Acoriana...A distincao que a Mariana faz parece-me crucial. E evidente que afirmar isto nao implica uma desvalorizacao de perspectivas dos que nao sao Acorianos.Contudo, afirmar que um mero interesse ou sensibilidade justifica o uso da categoria Acoriano parece-me absurdo, apesar de entender o universalismo que o Pedro pretende defender que e' inquestionavelmente louvavel apesar de nao ser incompativel com os regionalismos. Muito pelo contrario.

Aaohfowerhoheroihjaeroºjreo disse...

se o que o Pedro pretende afirmar e que a cultura Acoriana e' TAMBEM global, como todas a culturas, nao discordo, como e evidente. Mas dai ate dissolver tudo o que e' peculiar numa espiral de interesses e sensibilidades vai uma grande, grande, distancia. Cultura e' tambem VIVENCIA. (por alguma razao nao consigo aceder aos coments do Ilhas)

Paulo Pacheco disse...

Concordo com o que dizes. Por acaso tinha pensado isso mesmo aquando do ultimo CGD, principalmente quando vi o Pedro Mexia.... até pensei que o dito tivesse uma costela Açoriana, mas não me parece.

No entanto é obvio que o programa pode evoluir ou "passar" para um outro formato para tal o que há a fazer é deixar de dizer que é o programa para " a nova geração de pensadores Açorianos". De resto... olha "é amanhar" já dizia o outro ;)

Andre Bradford disse...

Pensador=aquele que pensa
Açoriano= natural dos Açores

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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