"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
terça-feira, março 23, 2010
segunda-feira, março 22, 2010
sexta-feira, março 12, 2010

Os cenários catastróficos que o tempo desmente
Um dos pressupostos da política é a credibilidade dos intervenientes, uma responsabilidade que deve ser acrescida para quem tem responsabilidades de liderar um partido. Não se pode, pura e simplesmente, lançar suspeitas, enganar as pessoas e por em causa as instituições públicas.
Esta credibilidade deve ser sustentada com a memória. Das duas uma: ou as afirmações foram baseadas na má fé, o que é grave, ou na impreparação política, o que não é menos gravoso para uma líder partidária.
Refiro-me ao cenário catastrófico que o PSD tinha feito da aplicação, este ano, da Lei de Finanças Locais, que, obviamente, não se confirmou.
Em Agosto de 2006, a líder do PSD/Açores garantia, de forma inconsciente, como agora se provou, que 17 dos 19 municípios dos Açores iriam, este ano, perder receitas do Orçamento de Estado.
Recordo que, nessa altura, Berta Cabral apontava mesmo números concretos de perda de receitas, como menos 74 por cento para o Corvo, menos 64 por cento para as Lajes das Flores, menos 38 por cento para o Nordeste, Velas e Santa Cruz das Flores, entre muitos outros.
Obviamente, que este delírio foi, também, reafirmado pelo Grupo Parlamentar do PSD que, a 4 de Agosto de 2006, emitia um comunicado, onde afirmava a pés juntos que “a Lei de Finanças locais estabelecia uma redução de 20% para as autarquias dos Açores a partir de 2009”.
Agora, vamos à realidade dos factos. No Orçamento de Estado apresentado pelo Governo de José Sócrates, todas as autarquias dos Açores irão beneficiar de um aumento superior à inflação em 2010, sendo o crescimento dessas transferências inclusive superior ao verificado para a Administração Regional.
Deste episódio – mais um em que o tempo e os factos se encarregaram de desmentir o PSD – se prova que o PS tinha razão. Mas prova-se algo mais. Que o PSD apresentou, neste processo, argumentos muito fracos ao nível técnico, enquanto que, politicamente, jogou na confusão dos açorianos.
Neste caso, como em muitos outros, é preciso ter memória.
O apoio necessário, na altura certa
Um dos assuntos que, recorrentemente, é alvo de atenção mediática diz respeito à situação financeira das autarquias. Além da importância que esta situação tem para o investimento público local, levanta uma série de questões relacionadas com a boa saúde das empresas fornecedoras destas câmaras municipais.
Obviamente que não se pode deixar de colocar em causa diversos investimentos autárquicos que, sendo redundantes ou supérfluos, demonstram alguma ligeireza na gestão destes municípios.
Não se pode, porém, deixar que o elo mais fraco deste processo fique penalizado. Neste caso, seriam as empresas, muitas das quais de pequena dimensão, que ficam em dificuldades por falta de pagamento por parte das autarquias.
É por isso que o PS/Açores propôs, na última semana, ao Governo que crie um mecanismo de apoio às empresas que enfrentam constrangimentos por não receberem os montantes a que têm direito. Enquanto que uns utilizam a política para enganar os açorianos, como fica provado na primeira parte deste artigo, o PS/Açores aproveita a política para arranjar soluções para estes mesmos açorianos. Não é, assim, uma questão de estilo ou de forma. É muito mais do que isso. É uma diferença de fundo e uma questão de substância!
segunda-feira, março 08, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Emblemática
Há cerca de quase 3 anos – precisamente no dia do aniversário de Ponta Delgada – 461 anos – a Presidente da nossa Câmara Municipal anunciava com “pompa e circunstância” que a obra mais emblemática do seu mandato de então (Abril de 2007) seria a construção do Parque Verde Urbano de Ponta Delgada…
Vale a pena recordar os mais esquecidos que nesse mandato de 2007, que começara em 2005, a obra emblemática era a Central de Camionagem Subterrânea da Praça Gonçalo Velho, que depois passou para o Campo de São Francisco e que depois, também, deixou (ou parece que tinha deixado) de ser emblemática, para acabar por ser, durante algum tempo, nada…
Ora eis senão quando um vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, a 18 de Janeiro deste ano, afirmou no telejornal da RTP/Açores que estavam apurados quase todos os pareceres e que logo que o privado se sentisse em condições para tal, a obra estava em condições de avançar, ainda em 2010.
Recorde-se, novamente, os mais desmemoriados, que esta ex-obra emblemática era para ser acompanhada por um conjunto de parques de estacionamento, todos eles, debaixo do chão, que iriam percorrer (afundados) toda a avenida Infante D. Henrique…
No entretanto, ao que parecia a autarca de Ponta Delgada teria abandonado a ideia de fazer a Central de Camionagem, em pleno centro da cidade, facto que o tal vereador veio não só lembrar que não, como também que obra era emblemática e estava pronta a avançar…
Apanhada de “surpresa” a edil não teve outro remédio, creio eu, senão avançar mesmo e, contrariando os que entretanto, a acusavam, e com razão, de estar a gerir mal este processo, ocultando informação dos cidadãos e sem justificação técnica para a escolha do local, lá veio dizer que era um bom sítio para “despejar pessoas”…
Foi então que o PS, em reunião de Câmara Municipal, no mês de Janeiro, sugeriu que fosse feita uma reunião extraordinária, em São José, aberta ao público, visando esclarecer a população da zona. A maioria da Câmara não aceitou e optou por escrever uma carta aos moradores da Rua de Lisboa, explicando o projecto em dez linhas…
Na última reunião da Assembleia Municipal, a Presidente de Câmara, questionada sobre a central de camionagem, explicou que tinha um “plano B” e que a dita poderia vir a ser construída no subsolo do Campo de São Francisco. Na manhã seguinte a essa informação os jornais trouxeram a notícia, mas ninguém da autarquia a comentou, nem mesmo o tal vereador, que em Janeiro, dizia na televisão, que estava tudo certo para começar…
Desde o princípio deste processo, que começou, relembro os mais distraídos, em 2005, nunca se percebeu que estudos conduziram para aquela localização, em particular e, pelas afirmações da autarca na última Assembleia Municipal, pode entender-se que eles não existem. O que existe, pelo menos para a Presidente da Câmara são planos: o A, no ringue do União Sportiva, em frente ao Coliseu Micaelense, em plena Rua de Lisboa; o B, debaixo do chão do Campo de São Francisco, em frente à igreja de São José, ao Convento da Esperança e à Igreja do Santo Cristo…
Afinal 40 dias depois, Berta Cabral optou por deixar de parte as afirmações “corajosas” do tal vereador, que em Janeiro afirmava “obra vai avançar”; poisou a caneta e o papel, suspendeu a entrega das cartas, debaixo da porta, e tomou a atitude de ouvir os cidadãos de Ponta Delgada…
Pena foi ter sido preciso correr tanta tinta sobre o assunto, ao ponto de todo este processo parecer um pouco tresloucado, passível de leituras múltiplas e da convocatória de uma Assembleia municipal extraordinária para discuti-lo, a pedido da oposição na Assembleia Municipal, para dia 9 de Março, ter sido um dos motivos do esclarecimento público que logo à noite acontece…
Pena, também, que ouvir os cidadãos não tenha sido a primeira preocupação da autarquia. É uma atitude emblemática. Pois é.
Vale a pena recordar os mais esquecidos que nesse mandato de 2007, que começara em 2005, a obra emblemática era a Central de Camionagem Subterrânea da Praça Gonçalo Velho, que depois passou para o Campo de São Francisco e que depois, também, deixou (ou parece que tinha deixado) de ser emblemática, para acabar por ser, durante algum tempo, nada…
Ora eis senão quando um vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, a 18 de Janeiro deste ano, afirmou no telejornal da RTP/Açores que estavam apurados quase todos os pareceres e que logo que o privado se sentisse em condições para tal, a obra estava em condições de avançar, ainda em 2010.
Recorde-se, novamente, os mais desmemoriados, que esta ex-obra emblemática era para ser acompanhada por um conjunto de parques de estacionamento, todos eles, debaixo do chão, que iriam percorrer (afundados) toda a avenida Infante D. Henrique…
No entretanto, ao que parecia a autarca de Ponta Delgada teria abandonado a ideia de fazer a Central de Camionagem, em pleno centro da cidade, facto que o tal vereador veio não só lembrar que não, como também que obra era emblemática e estava pronta a avançar…
Apanhada de “surpresa” a edil não teve outro remédio, creio eu, senão avançar mesmo e, contrariando os que entretanto, a acusavam, e com razão, de estar a gerir mal este processo, ocultando informação dos cidadãos e sem justificação técnica para a escolha do local, lá veio dizer que era um bom sítio para “despejar pessoas”…
Foi então que o PS, em reunião de Câmara Municipal, no mês de Janeiro, sugeriu que fosse feita uma reunião extraordinária, em São José, aberta ao público, visando esclarecer a população da zona. A maioria da Câmara não aceitou e optou por escrever uma carta aos moradores da Rua de Lisboa, explicando o projecto em dez linhas…
Na última reunião da Assembleia Municipal, a Presidente de Câmara, questionada sobre a central de camionagem, explicou que tinha um “plano B” e que a dita poderia vir a ser construída no subsolo do Campo de São Francisco. Na manhã seguinte a essa informação os jornais trouxeram a notícia, mas ninguém da autarquia a comentou, nem mesmo o tal vereador, que em Janeiro, dizia na televisão, que estava tudo certo para começar…
Desde o princípio deste processo, que começou, relembro os mais distraídos, em 2005, nunca se percebeu que estudos conduziram para aquela localização, em particular e, pelas afirmações da autarca na última Assembleia Municipal, pode entender-se que eles não existem. O que existe, pelo menos para a Presidente da Câmara são planos: o A, no ringue do União Sportiva, em frente ao Coliseu Micaelense, em plena Rua de Lisboa; o B, debaixo do chão do Campo de São Francisco, em frente à igreja de São José, ao Convento da Esperança e à Igreja do Santo Cristo…
Afinal 40 dias depois, Berta Cabral optou por deixar de parte as afirmações “corajosas” do tal vereador, que em Janeiro afirmava “obra vai avançar”; poisou a caneta e o papel, suspendeu a entrega das cartas, debaixo da porta, e tomou a atitude de ouvir os cidadãos de Ponta Delgada…
Pena foi ter sido preciso correr tanta tinta sobre o assunto, ao ponto de todo este processo parecer um pouco tresloucado, passível de leituras múltiplas e da convocatória de uma Assembleia municipal extraordinária para discuti-lo, a pedido da oposição na Assembleia Municipal, para dia 9 de Março, ter sido um dos motivos do esclarecimento público que logo à noite acontece…
Pena, também, que ouvir os cidadãos não tenha sido a primeira preocupação da autarquia. É uma atitude emblemática. Pois é.
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quarta-feira, março 03, 2010
"A Ribeira Grande, em S.Miguel, é o primeiro concelho dos Açores com Plano de Pormenor de Salvaguarda da sua zona história. Ele acaba de ser apresentado e aponta directrizes para evitar a desertificação e propõe a salvaguarda do valioso património arquitectónico, civil e religioso."
Antena 1
Em Ponta Delgada a coisa é mais para roqueiras e croquetes...
Antena 1
Em Ponta Delgada a coisa é mais para roqueiras e croquetes...
segunda-feira, março 01, 2010
sábado, fevereiro 27, 2010
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Brincadeira de Rapazes
Passamos os dias a ouvir acusações encapotadas e insinuações de todo o tipo sobre o actual Primeiro-ministro de Portugal. As supostas informações são veiculadas a conta-gotas, todas as semanas, quase cirurgicamente, como se o propósito fosse, mais do informar, tentar comprometer. Ainda assim, com todo o bombardeamento de informação a que estamos sujeitos e com a gravidade do que está em causa, acho importante, sobretudo, apurarmos os factos comprovados.
Em primeiro lugar convém esclarecer que o processo Face Oculta nada tem a ver com o líder do Governo. Este facto foi comprovado pelos juízes do processo, pelo Procurador-geral da Republica e pelos restantes intervenientes no processo.
O nome de José Sócrates só é mencionado pelo facto de ter conversado algumas vezes com Armando Vara (seu amigo), que estava sendo alvo de escutas. E porque a lei assim o obriga, para se poder validar as escutas das conversas entre ambos, ou seja, para que o diálogo tido possa ser sequer analisado e anexado ao processo e porque estava envolvido um Primeiro-ministro, as gravações tiveram de ser enviadas pelo Procurador-geral da República para o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, (órgão máximo da autoridade judiciária). A resposta de ambas as entidades foi clara e esclarecedora: “após ouvidas todas as gravações enviadas e outras que as sustentam, foi verificado não existir qualquer tipo indício, que o Primeiro-Ministro possa ter cometido um crime”.
Assim sendo, a única base que tenho para poder supor que existe alguma tentativa de manipulação ou tentativa de calar a comunicação social por acção do Partido Socialista é proveniente de notícias da comunicação social, a maior parte destas já desmentidas. Mas para mim, mais grave do que a agenda de um ou outro órgão de comunicação social possa ter, são os novos pressupostos do actual regime onde vivemos. Que afirmam que uma pessoa que tente impedir pela via judicial que informação privada sua seja publicada está a atentar contra a liberdade de imprensa. Que afirmam que violar o segredo de justiça ou deturpar leis para aceder a informação privada para publicar num jornal é aceitável. E que aceitem que uma pessoa que seja inocentada pelos órgãos competentes da magistratura, de acusações feitas por jornais seja declarada perante todos culpada.
Desconcertante é também a falta de coerência e de noção das acusações feitas. Se tudo isto que é dito nos jornais é verdade, ou seja, da existência de uma conspiração generalizada contra o Estado de Direito, porque é que ninguém da oposição política ou dos jornais ainda não pediu a demissão e acusação dos cúmplices, Procurador-geral República, Presidente do Supremo e do já condenado Primeiro-ministro de Portugal?
A sensação com que ficamos é no mínimo de confusão, de que andam todos a brincar à justiça enquanto o país sofre com crise económica e com a degradação das suas instituições.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Sujeito ao Predicado

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Lemos e ouvimos nos meios de comunicação as mais absurdas asneiras escritas/ditas em (tentativas de) português. À força de cumprir o acordo ortográfico e, por isso, fazer “cair” consoantes, alguns “escritores profissionais” (leia-se jornalistas) e outros tantos, “atravessam-se todos”, como se diz na gíria, e pisam, com pés de chumbo, a pobre da língua portuguesa.
Recriam palavras, modos verbais, adaptam e adoptam significados, deixam cair sufixos e prefixos, trocam formas pronominais e criam novas regras.
Dizem que são as eras modernas e que não faz mal nenhum se “haver” passar a significar “a ver” e o contrário também fizer sentido. Vêem-se os erros mais incríveis em qualquer lado; ouvem-se as asneiras mais inacreditáveis em quase todos os suportes… mas não faz mal. O que interessa - como admitem alguns – é que se façam perceber e tudo o mais é só conversa…
De modo que à maior parte (e não há maior parte) este texto não passe de um arrazoado de palavras e questiúnculas, quando afinal o que interessa saber é se B falou com A e disse de C o que T não podia saber, quando K estava em parte incerta e L era apenas um desconhecido…
As redes sociais com todos os seus efeitos positivos de troca de informação e rapidez no acesso ao mundo inteiro, assim como os blogues e os fóruns temáticos são espaço propício para se encontrar os “ases” do português.
Há poetas para todos os gostos, com métricas pavorosas; fazedores de opinião, escrivães (e não escrivões) para toda a ocasião ou feitio.
Escrever não deve ser um acto penalizador, nem tão pouco se deve esperar que qualquer pessoa que entenda preencher uma folha branca, um bloco, uma agenda, um espaço do facebook ou um blogue, saiba todas as regras de gramática. Mas há, tem havido, cada vez mais, erros inadmissíveis, vindos de todas as partes e de todos os campos.
Ora, não se espera que daqui para a frente melhore. Ou que num passo de mágica ou truque qualquer as pessoas deixem de dar erros. Mas não deixa de ser avisado tomar cuidado. Afinal, se nos querem ver adaptados (com p, obviamente) a uma nova forma de escrever a palavra “arquitectura”, era bom que nos “alicerces” desta nossa língua se passasse a ter mais atenção.
Errar é humano, diz o ditado, que muitas vezes vemos escrito como “Herrar é Umano”, em tom jocoso, mas errar sempre, em todas as vezes, e não reconhecer o erro, é uma vergonha.
E diante disso ninguém deve ficar impávido e sereno, como se nada se estivesse a passar, ou como se escrever mau português fosse tão natural como não saber falar uma língua estrangeira.
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Serenamente - AO 23.02.2010
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Postiços

Este é o tempo dos postiços.
Dos bigodes que se colam instantaneamente, dos óculos coloridos e brilhantes.
Será também o tempo dos palhaços se assumirem plenamente e das rainhas darem largas à imaginação nos seus reinados. É Carnaval.
A partir de amanhã, os mais corajosos desfazem os laços, arrumam as cabeleiras, as suíças, os bigodes e as pestanas postiças em naftalina, e saem porta fora…
Haverá sempre os outros, para quem a mudança de época é exactamente igual à troca de elásticos, que penduram nas orelhas, como brincos.
O bom do Carnaval é que quando se vai embora leva consigo os palhaços demasiado enfeitados que nestes dias, de sapatos largos e laços de cores, enchem as nossas ruas, mais do que o que é habitual.
Ora, este como todos os outros tempos, vem e volta, sempre da mesma maneira. É também um tempo de fitas, que, por infelicidade de uns e graça de outros, vão caindo nas cabeças dos que o festejam.
Há por estes dias nas nossas ruas e praças, ratos de todas as espécies, coelhos, tartarugas, bonecas de trapos, polícias e Zorros. Brancas de Neve, bebés em tamanho grande, bolas de futebol falantes.
O Carnaval é um tempo de dar também largas à imaginação. O dia de hoje é marcado em Ponta Delgada, pela antiquíssima e tradicional batalha das limas, que traz à marginal um ritual antigo. Ninguém deve andar a pé, a ver, por ali, se não estiver à partida, disposto a tomar um banho público.
Depois de passar esse tempo, amanhã, depois, caminhando-se lentamente até Março, será tempo de apreciar os saudosistas. As rádios deixarão de tocar a Chiquita Banana, os clubes deixarão os bailes e tudo parecerá ficar igual ao que já fora antes.
Só quem não sabe, como os “ ninguém” de Zeca Afonso, onde “ vão pombas que não voltam” (Pombas Brancas) poderá esperar que os palhaços desçam do palco.
E na plateia, à média luz, entre os demais, haverá sempre um menino a festejar um ritual. Pistola em punho, um riso calmo…
São de água os tiros e ninguém morre…É Carnaval.
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Serenamente - AO 16.01.09
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
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