"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
segunda-feira, novembro 03, 2008
Não me interessa se é a vez do “calcinhas”
Sim, o capitalismo selvagem, canibal, é a causa cujo o efeito é um rapazinho ambicioso, com um currículo de um par de anitos de trabalho cívico, um par de anitos de advocacia e par de anitos de parlamentar, de tão bem saber ler o guião, atravessar o arco do triunfo construído com quase um bilião de dollars gastos na campanha. Aleluia!!!
Este menino marionete, para quem foi escrita a peça “Do Gueto à Casa Branca” não tem nada de gueto. Este menino-actor não é filho de pai desconhecido, de passado desconhecido, este senhor é descendente de um africano, do Quénia, filho de uma aldeia ancestral, estudante universitário, nos Estados Unidos, no Hawai. Este menino só conhece o gueto quando percebe e o escolhe como o ambiente que o fará rei do seu mundo e não do mundo do gueto. Este menino é a propagação do “american dream” que nos foi, e é, vendido na procura incessante de lucro fácil e imperialista. Este menino é a Salvação e a continuação daquilo que nos mata e destrói como civilização com mais de 2000 anos.
Basta! Não me interessa se é a vez do “calcinhas” ou das saiazinhas. Não se iludam ó neo-“fariseus” do capitalismo liberal, é tudo “too little too late”…
domingo, novembro 02, 2008
Say what?!
«Sempre fui muito amiga do professor Cavaco Silva e da família, entrava na casa dele sem precisar de ser convidada. Ele foi durante dez anos primeiro-ministro e ele e a família sabem que durante esses dez anos eu só lhes telefonava três vezes por ano, nos anos de cada um e no Natal, e que nunca fui lá a casa sem ser convidada», contou Manuela Ferreira Leite em entrevista ao DN/TSF.
...
Hoje sou uma cidadã muito mais feliz. Fiquei a saber que Manuela Ferreira Leite só telefonou para casa de Cavaco Silva três vezes por ano, durante 10 anos. Só não percebi se para ir a casa dele era convidada ou não era convidada. Se antes não precisava de convite, mas agora precisa. Está um pouco confusa (também) essa parte.
Anyway,talvez fosse bom Manuela Ferreira Leite telefonar a Mota Amaral, porque se, na mesma entrevista, Ferreira Leite confirmou que: "(...)o PSD enviará o Estatuto dos Açores para o Tribunal Constitucional, para fiscalização sucessiva da constitucionalidade, se o PS mantiver a actual redacção do artigo 114º, relativo às obrigações do Presidente da República em caso de dissolução da Assembleia Legislativa."
Mota Amaral disse, cinco dias antes: "o estatuto deve ser delineado pelo Parlamento e não deve chegar ao Tribunal Constitucional, como o líder parlamentar do PSD disse que pretende fazer".
...Se calhar Ferreira Leite não vai telefonar. Falta um mês para o Natal e Mota Amaral já fez anos em Abril!...
sexta-feira, outubro 31, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
XIII
"Anda, vou-te mostrar a terra
dos teus pais, avós, antepassados
tão antigos que os podes escolher.
Este aqui é noé, de barba por fazer;
meteu na arca puro e impuro, bem e mal,
inventou o vinho, homem melhor
da sua geração ( não é grande elogio ),
teve filhos, netos, é de crer que morreu.
Estoutro, não sei bem, era pirata na malásia.
Vês as colinas? São tuas, quando
as olhas a direito. Realmente tuas,
parte de um mundo teu.
Sim, isso são filosofias,
tens razão. ( E tem graça ao ter razão ).
Anda daí, vou mostrar-te o colete de forças
onde era costume, sabes, tratar casos assim."
quarta-feira, outubro 29, 2008
Livrim

"(...)(pode ser que as cegonhas nasçam do vento, atarracha-se-lhes um bico de madeira e transformam-se em pássaros)(...)" - António Lobo Antunes, o próprio e não o nobel, na página 164 de um livro que tem um bom título - O Arquipélago da Insónia - que me lembra, à primeira vista, Explicação dos Pássaros), que tem 263 páginas e que comprei Domingo na Bertrand, em Ponta Delgada...
domingo, outubro 26, 2008
Fábula da Raposa e da Cegonha
imagem"A Raposa convidou a Cegonha para jantar e serviu a sopa num prato raso.
-Não estás a gostar da minha sopa? - Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.
- Como posso gostar? - respondeu a cegonha, vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.
Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo em baixo e estreito em cima.
- Hummmm, deliciosa! - Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo - Não achas?
A Raposa não achava nada nem podia achar, pois o seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado."
La Fontaine
sábado, outubro 25, 2008
"Desculpe, importa-se de repetir?!"*
"Os resultados de 19 de Outubro traduziram um claro sentimento de fim de ciclo de Carlos César e do partido socialista. Os açorianos começaram a cansar-se do actual estado de coisas, das suas condições de vida, que não melhoram em circunstâncias especiais", afirmou Jorge Macedo, (...)" - Açoriano Oriental, hoje.
* roubei o título ao primo Alexandre.
sexta-feira, outubro 24, 2008
CADA UM TEM A SUA...
quarta-feira, outubro 22, 2008
Di[z]juntiva
Ou como quem dá de comer a esfomeados sapatos;
Ou alça as pernas para o futuro;
Ou senta os olhos na janela e os cola no parapeito;
Ou fica pasmado à espera que alguém bata à porta;
Ou cobre os dedos cruzados fazendo figas de vontade;
Ou soluça em tom ritmado, por morrer em plena praça;
Ou inchado, podre, pérfido desmaia no meio da avenida;
Ou soprado como um saco dá com a asa no destino
Ou, imprudentemente, deixa deslizar os pés à beira de um precipício, rasgando de desilusão outro limite do céu;
Ou como quem vai de vez sem saber se vem de volta…
...
Nem sabendo se de noite nem sabendo se de dia…
...
Ou como ter escrito o pouco do que ficou por dizer;
Ou ter do peso a justa medida do embaraço;
Ou querer de noite a luz que é do dia 20;
Ou ser mais do que isto e ver mais do que aquilo;
Ou dar a volta ao mundo com bilhete de ida;
Ou não completar o verbo do incompleto;
Ou rimar sem versos cheios;
Ou falar sem palavras;
Ou fazer ditongos no espaço;
Ou morrer devagar...
...
Nem sabendo se de noite nem sabendo se de dia...
Ou (ainda) se de tarde...
Ou se à tarde,
Ou se (já) se faz tarde.
[Juntiva]
terça-feira, outubro 21, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
terça-feira, outubro 14, 2008
CRUELDADES

Claro que é tudo em nome do povo.
