sábado, dezembro 01, 2007

Agenda


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A 1 e 2/12 - ilha de São Jorge - Auditório Municipal de Velas
A 7, 8 e 9/12 - ilha do Pico - São Mateus (Madalena), Auditorio Municipal das Lajes, EBS Cais do Pico, respectivamente.
A 14, 15 e 16/12 - Teatro Faialense.

Mais informações sobre O Dragoeiro - Companhia Teatral aqui e aqui.

sexta-feira, novembro 30, 2007

segunda-feira, novembro 26, 2007

domingo, novembro 25, 2007

Repreensão

"Depois de fuzilado
ao levar
o tiro na nuca para acabar
chateou-se
e viu-se obrigado
a explicar
ao major
que comandava o pelotão
que o tinha fuzilado
por favor
preste atenção
e não me obrigue a repetir
a repreensão
na próxima vez
que mandar matar
dê tempo ao morto
para gritar
convicto
um último viva a revolução."


Poema, incluído no livro Contos do Gin-Tónico, da autoria de Mário-Henrique Leiria.
Publicado pela Editorial Estampa. O que tenho é a 6ª edição de Fevereiro de 2007. Comprei-o na livraria Bertrand, por 9,89.

Cheers



James

sábado, novembro 24, 2007

Everybody's Gotta Learn Sometimes



Beck-Beck

Conversar - poema de Octavio Paz

«E num poema leio:
conversar é divino.
Os deuses, contudo, não falam:
fazem, desfazem mundos,
enquanto falam os homens.
Que os deuses, sem palavras,
jogam terríveis jogos.

O espírito desce,
e desata as línguas,
palavras, porém não fala:
fala lume. A linguagem
pelo deus acendida,
é uma profecia
de chamas e um cair
de sílabas queimadas:
cinza sem sentido.

A palavra do homem
é bem filha da morte.
Falamos porque somos
mortais: e as palavras
não são signos, são anos.
Ao dizer o que dizem,
os nomes que dizemos
dizem tempo: nos dizem,
somos nomes do tempo.
Conversar é humano."

tradução de Luís Alves da Costa
roubado daqui

quinta-feira, novembro 22, 2007

Tonight, Tonight



The Smashing Pumpkins

E o mar inteiro a enrolar-se

Primeira onda - Lá ao longe, debaixo das árvores, um homem e uma mulher estão sentados. Mas, não sentados de uma maneira qualquer. Estão sentados como se sentam as pessoas incomodadas com a sua própria presença. Muito calados. Muito direitos e com as pernas muito sentadas nas cadeiras. Com os casacos muito vestidos, os cachecóis muito apertados ao pescoço. Ela parece estar quase a dormir e ele olha com os olhos muito fechados para a palma das mãos fechadas. Espreita.
Segunda onda - [Imagina que não se tinha passado nada e tu tinhas só viajado e havia no sítio aonde tinhas ido muitas borboletas que falavam e riam e brincavam e não pareciam estas pessoas muito sentadas na vida!]
Terceira onda - Parece que têm frio nos ossos.
Quarta onda - Comprei três livros de uma vez só.
Quinta onda - Havia qualquer coisa de combinado naquele espaço. Não sei se eram as cores, as plantas, que pareciam dançar nos vasos, quando o vento assobiava nas montras da loja. Uma boneca de pano dançava, pendurada pelos braços a uma espécie de arco.
Sexta onda - Há bolas e balões suspensos nas entrelinhas do texto; nada de claramente perfeito; nada que consigamos ver, nada que declare alto e bom som: “estou aqui”, como as pessoas que não se sentam na vida. Um dia destes devias escrever uma história infantil daquelas que têm árvores falantes e coelhos risonhos; magias de espelhos; artes várias. Pintores, malabaristas, palhaços de sapatos grandes, que não cabem em armários. Um dia destes devias escrever sobre bolos de anos, fitas e balões. Ou então, escreve da tristeza e dos versos derramados no papel branco e da lua vidrada nos pés das plantas, quando à noite as gaivotas passam de chocalhos nos bicos e anéis nas asas para casar com os cometas.
Sétima Onda - Diz-se do céu das gaivotas que é do tamanho das ilhas e que a massa circundante é toda feita de água e sal. À noite enche-se de ondas para delícia destas damas, que vestem os seus biquinis e dão mergulhos brilhantes. Há quem diga cá por baixo, que cada exibição vale uma estrela cadente.
Oitava onda - [O meu poema é ter inteira a recordação de todos os dias aqui. Tu?]
Nona onda - O meu poema sou eu a desafiar o esquema. Com a corda. Sem acordo. Prisioneira, do meu poema, morro como morrem no espelho as lágrimas do Vapor, que acaba por não se ir embora.
Décima onda - [E o mar inteiro a enrolar-se.]

Música

terça-feira, novembro 20, 2007

Fragmentos



«1. Aceita o transitório;
nada do que é definitivo, e dura, te pode atingir.
2. Algo de visível
perpassa nos limites do ser.
3. De noite, o vento partiu
um dos vidros da traseira.
4. Só o ruído da noite sobrevive
à luz e ao furor matinais.
5. (Se aquelas nuvens, no horizonte,
chegassem até mim...)
6. O fragmento, porém, exprime
o estilhaçar da intensidade.
7. No último fragmento, fixa
o efémero e repousa.

Nuno Júdice

Vale Tudo...



Há as linhas amarelas; os objectos de cimento não identificados ("ocnis"); os parquímetros; os parques subterrâneos; as multas e há também os baldímetros - essa (nova)espécie de ocupador de espaço de estacionamento sem pedir e sem pagar licença para obras.

Night & Day



Friedrich Gulda e Herbie Hancock

domingo, novembro 18, 2007

Muzka



...para apagar o barulho da chuva e outros barulhos...

sábado, novembro 17, 2007

Curiosidade

Se as moreias comem polvos e os polvos comem cavacos e os cavacos comem moreias, para quê meter os três dentro do mesmo aquário?!
Diz a sabedoria popular que quando metidas dentro do mesmo aquário, as três espécies não se atacam.
Foi mal entendida a lição.
Pobre moreia desdentada que já nem usa a razão.