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quarta-feira, agosto 27, 2008

Poema

"Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem

Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas

Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas

Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados
Do lugar."


De Daniel Faria, roubado daqui.

sexta-feira, março 21, 2008

carmen


Espectaculo a partir da obra poética de Ary dos Santos, Companhia de Teatro na Educação do Baixo Alentejo.

Recomendo que escutem também:

Muitos homens na prisão - Ary dos Santos.
O Navio de Espelhos - Mário Cesariny. Queixa das almas jovens censuradas - Natália Correia (cantado por José Mário Branco). Nova Nova Nova Nova /Se eu fosse... - Irene Lisboa dita por Carmen Dolores. Carreirismo - Mário Henrique Leiria, dito por Mário Viegas. Assassinei tanta gente/Lembrança do Cartola José Gomes Ferreira, ditos por Mário Viegas. Eu, etiqueta, Carlos Drummond de Andrade, dito por Paulo Autran. Soneto de Fidelidade -Vinicius de Moraes. Muriel - Ruy Belo, dito por Luís Osório. Elogio da Dialéctica - Bertolt Brecht, dito por Mário Viegas. A Jorge de Sena no chão da Califórnia e Na morte de Ruy Belo- Eugénio de Andrade, dito por Mário Viegas. Palabras para Julia - José Agustín Goytisolo. If - Rudyard Kipling, dito por Dennis Hopper. Adivinha - Martins D´Alvarez e Cântico Negro - José Régio, ditos por João Villaret.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Do not go gentle into that good night

"Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.

Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.

Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.

Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.

Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.

And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light."


Dylan Thomas