"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
terça-feira, maio 20, 2008
domingo, maio 18, 2008
As Flores (na) Festa
Escola Profissional das Capelas, Festas do Divino Espírito Santo, organizadas pela Casa do Triângulo
sábado, maio 17, 2008
...
«[...] Não pode o homem ser aquele que é
mesmo que para voar distenda a asa
ou seja natural de nazaré.»
Ruy Belo, excerto de "Eu vinha para a vida e dão-me dias", in Homem de Palavra [s], Editorial Presença, Lisboa, 1997, pp.59.
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eu vinha para a vida e dão-me dias
quinta-feira, maio 15, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
Croniqueta XLIV ou o Fífia não queria participar na Festa

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Na procissão queria ir de vermelho, com uma pomba pendurada ao pescoço e uma coroa luminosa na cabeça, mas a mãe e as tias acharam melhor não. Então, pensou ir na filarmónica, a tocar um instrumento, tipo pratos, mas depois de 2 minutos de ensaio, já lhe doíam os pulsos. Tentaram que ele levasse o estandarte, mas não aguentou o peso. Então ofereceu-se para servir às mesas das sopas do Domingo, mas enquanto ensaiava com os colegas a maneira de pegar nas terrinas, partiu quatro, que eram do património da casa do povo. No coro da igreja correu o risco de ser expulso, quando um dos seus “alva pomba” mais estridentes ia partindo os vidros da porta principal; ajudar na missa era um papel demasiado pequeno para um Fífia como ele; escuteiro também não podia ser, porque não tinha calções, nem fazenda para as tias e a mãe lhos fazerem. Estava triste, não havia maneira de descobrir uma forma de participar na festa; uma só que não fosse muito exigente, que não o obrigasse a vestir uma farda ou a andar de roda da freguesia, carregando açafates com bolos para distribuir às pessoas e depois ter que sorrir ou ter que dizer boa tarde e elas no retorno: olá como estás e essas coisas sempre chatas, com que um Fífia como ele não devia desperdiçar tempo. Os primos convidaram-no para distribuir pensões, mas não quis; ter que saltar para uma caixa de uma carrinha, aqueles foguetes todos a rebentar, de repente sujar as mãos com sangue de carne de vaca e mais miolos de pão de massa sovada e depois levar a bandeira para o menina beijar e tornar a ter que sorrir e acenar e as pessoas paradas nas ruas a ver passar, uma chatice a que um Fífia não tem que se submeter. Então pensou, pensou e lembrou-se que se podia oferecer para ir mexer o arroz naquelas panelas grandes e por a canela nos pratos, mas também acabou por não ir, porque se enganou nos testes, que as tias entenderam fazer em casa para treiná-lo e no lugar de canela, pôs pimenta moída e a mãe esteve, dois dias, sem se levantar da cama, com dores de barriga. Estava visto: na cozinha nem pensar ou partia as coisas ou fazia asneira. Na igreja nenhum dos serviços lhe servia. Na procissão não. Demasiado comum para um Fífia. Tentou a quermesse, mas não era bom a enrolar as rifas, os papéis saltavam-lhe dos dedos e rasgavam-se. Tentou aprender a arrematar, mas não tinha voz suficientemente colocada para isso; folião não conseguia aprender o ritmo; para integrar o rancho folclórico também não tinha jeito. Acabou por desistir. Triste, deambulando pela casa de vela na mão, o Fífia confessou às tias e à mãe, que apesar de todas as tentativas sérias e arriscadas das últimas semanas para participar na festa, o que ele queria mesmo, era que ficasse entre a população essa ideia, porque ele, por si, não queria participar nas Festas da freguesia. O que queria mesmo era que se soubesse que ele queria participar. Ser tido como participante! Isso para um Fífia como ele dava bastante. No Domingo do Espírito Santo, o Fífia não saiu de casa. E, quando os vizinhos perguntavam por ele, as tias e a mãe diziam, que estava deitado e doente por não ter conseguido participar em nada, que, talvez no 10 de Junho, já pudesse participar e elas lhe arranjassem um palanque no meio de praça para ele discursar.
segunda-feira, maio 12, 2008
As ilhas são de guardar como os segredos
As ilhas sabem a mar
E encostam no cais dos teus olhos
Como se te chamassem, como se te fotografassem.
As ilhas são uma frota de barcos pretos
E
São de guardar como os segredos.
Nunca digas quantas sabes;
Nunca digas a que sabem
As ilhas,
Porque
Elas sabem do sal e do ondular das asas
Das aves que, poisadas à proa
Indicam o norte dos teus passos.
As ilhas são de conter;
Chão, Mão, Braço; por vezes Ombro.
As Ilhas embrulhadas em sargaço
São de água e sal.
E há penas por escrever nas asas das gaivotas,
Poemas por dizer nas suas penas;
Palavras por falar que lhes caiem dos bicos
E enchem cestos nas vindimas.
Das ilhas que não te posso contar porque são segredo,
Arma, Espaço, Lágrima,
Voo, Nó, Gente, Rima, Linha,
Marinheiro e Pescador, a distinção que precisa
A diferença entre os dois.
As ilhas, dizias, são de guardar como os segredos,
De decorar sem adornos, saber uma a uma,
De escalar sem tirar bocados,
De saudar como a chegada dos Netos.
As Ilhas são de guardar como os segredos;
Escrevem-se com I maiúsculo
E tomam a forma que quiseres.
São instantâneas. Cozinham-se contigo e comigo,
Sal, Água e Laços
Da Gente.
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Dia dos Açores
sábado, maio 10, 2008
"Dia de Barco com Música na Cidade"
Hei-de estar cá para ver se esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada que, durante o mês de Maio, vai animar a cidade de cada vez que atracar um barco de cruzeiros. Será que depois de estarem prontas as obras das Portas do Mar a animação vai continuar?
É que pode ser que se dê o caso de, à semelhança de outras vezes, a conclusão daquela obra, que não é da Câmara, dar lugar a dias de obras na cidade, já com outras músicas, venha barco ou não venha barco. Para já, a iniciativa em minha opinião é boa. E, só peca, por tardia.
Vamos a ver.
sexta-feira, maio 09, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
sábado, maio 03, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
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