sexta-feira, julho 08, 2005

New York, Bagdad, Madrid, London.

REPITO!

(...)
Nós deixamos que decidam por nós que rosto têm estes homens e mulheres. Dão-nos caras de líderes e siglas para odiarmos, mas na realidade são Juans e Carmens, Muhameds e Fátimas, que cometem estas atrocidades. São filhos, mães, irmãos, vizinhos, gente com sonhos de vida, de família, de cidadania. O que os leva a ver a solução, a saída para o seu desespero existencial, num acto que é um fim, sem princípio.
Não podemos cair no mesmo erro que lhes facilita esta carnificina. Para eles nós somos brancos, europeus, cristãos, americanos, espanhóis, anti-árabes. Assim é mais fácil matar. Mas isso não é verdade. Quem morre são também Juans e Carmens, Muhameds e Fátimas. São filhos, mães, irmãos, vizinhos, gente com sonhos de vida, de família, de cidadania. Afinal somos todos iguais.
Eu gostaria de imaginar que vos poderia garantir que, ultrapassa totalmente o meu comportamento existencial, eu ter a capacidade de cometer tal acto. Que nem que a minha tribo sofresse um holocausto, nem que destruíssem a minha aldeia, assassinassem os meus progenitores, violassem as mulheres da minha vida, tirassem o pão da vida da boca esfomeada dos meus filhos, me deixassem sem razão de vida que não a vingança, que eu nunca, nunca …
Agora, aqui, protegido de tudo isso, digo que sim, nunca.

in :ilhas, Quinta-feira, Março 11, 2004

Bom fim de Semana

Mafalda Posted by Picasa


Tudo serve para algo, mas nada serve para tudo.

Mafalda

Convite


JS/A

Forum Pensar Ponta Delgada

Hoje, dia 8 de Julho, às 21h30, no Hotel São Pedro, em Ponta Delgada
Tema: Desenvolvimento Local
Convidados: Paulo Casaca e Pedro Arruda

quinta-feira, julho 07, 2005

Espírito (às pontinhas) Santo




"(...)As expressões culturais açorianas não são uma riqueza confinada às respectivas comunidades no Arquipélago e no Mundo. Constituem, antes, um valor universal que consagra e legitima a tradição como ponto fulcral da preservação de memórias e raízes, ou seja, de identidade."“Caligrafias Açorianas”, Suplemento do JL,nº 795,21 de Março de 2001 Ano XXI.



Encontrei a frase que procurava para melhor exprimir a minha estupefacção diante da enorme coroa de Espírito Santo, que a Câmara de Ponta Delgada plantou nas Portas da Cidade.
Uma coroa que, à semelhança do ano passado, se prevê seja iluminada.
Será que gira e toca música? Não sei, mas desconfio. Provavelmente, dada a adulteração de uma crença que respeito, de uma Devoção herdada há séculos, tocará o hino em versão mais mexida, pop, quiçá, mais alto, para parecer grande, para parecer enorme…para parecer que é muito. Ou Tudo. Haja (santa) paciência.
Pergunta legítima:
Será que o Pontinhas vai lá estar? Essa figura cultural. Essa imagem identitária da cidade de Ponta Delgada ( herói ou heroína das novas gerações?) distribuindo pastilhas elásticas e gomas coloridas aos mais pequenos.


Nota: Fotografia retirada do Portal Açores

quarta-feira, julho 06, 2005

ilhéus




ilhéus:
embrulhados em sargaço são do mar

terça-feira, julho 05, 2005

Jacques Tati não chegou aos Açores

não há vida moderna,
nem há festa na aldeia,
somos outro público...

Happy birthday America the beautifull, I love you

Música para a festa de anos da América e para os seus convidados do G8

AMERICA IS NOT THE WORLD

America
your head’s too big
because America
your belly’s too big
and I love you
I just wish you’d stay where you is
in America
the land of the Free, they say
and of opportunity
in a Just and a Truthful way
but where the President is never black, female or gay
and until that day
you’ve got nothing to say to me
to help me believe
in America
it brought you the hamburger
well America
you know where you can shove your hamburger
and don’t you wonder
why in Estonia they say
"hey you, you big fat pig"
"you fat pig"
"you fat pig" - ?

Steely-blue eyes
with no love in them
scan the world
and a humourless smile with no warmth within
greets the world
and I
I have got nothing
to offer you
just this hearth deep and true
which you say you don’t need

See with your eyes
touch with your hands – please
know in your soul
hear through your hears – please
for haven’t you me with you now?
and I love you
I love you
I love you

Musica escrita por Morrissey - Whyte
no Album Morrissey, you are the Quarry

Estigma

Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama, caminhamos
Por cidades,
Por nuvens
E desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem
E as palavras que ferem.
Da noite que nos gera, e nós amamos,
Só os astros trazemos.
A treva ficou onde
Todos guardamos a certeza oculta
Do que nós não dizemos,
Mas que somos.


J.C.Ary dos Santos

Xenofobia pura e dura!...




«Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa. Os chineses estão a entrar por aí a dentro, os indianos estão a entrar por aí a dentro... e os países de Leste a fazer concorrência a Portugal», justificou Alberto João Jardim.

E, se algumas dúvidas ainda restassem, Jardim fez questão de as desfazer: «Estão a fazer-me sinal de quê?! Estão chineses aí?! É mesmo bom para eles ouvirem que não os quero cá».


Para ouvir!

domingo, julho 03, 2005

sábado, julho 02, 2005

Leituras

"O Senhor Henri disse: os celtas acreditavam que se tornasses surdo um homem, esse homem ficaria para sempre teu escravo, porque não poderia recolher ensinamentos de mais ninguém.
... mas isto era no tempo em que a escrita ainda não tinha sido inventada. Nem o cinema.
...agora é preciso tornar surdo, cegar, cortar as mãos e os pés de um homem se o quiseres como escravo....é que nos dias que correm aprende-se por todos os lados do corpo.
...o que na minha opinião é uma falta de higiene."
Gonçalo M. Tavares,"A Porcaria" in O Senhor Henri, Lisboa, Editorial Caminho, 2003, pp.47

Bom fim-de-semana!

Pescas Açorianas ganham batalha em Bruxelas

O Provedor de Justiça Europeu condenou a Comissão Europeia por ter permitido o acesso de embarcações estrangeiras a águas exclusivas açorianas antes da data prevista para a entrada em vigor do novo regulamento de pescas, em Agosto de 2004.
A sentença acontece na sequência de um processo apresentado pelo eurodeputado açoriano Paulo Casaca, que já se congratulou com a decisão, que classificou como sendo “uma lição para a Comissão” e que, sustenta, deverá ser tida em conta em processos ainda em curso movidos pelo Governo Regional dos Açores e associações de pescadores.

Os factos reportam-se ao início de 2004, quando várias embarcações espanholas foram detectadas a pescar entre as 100 e 200 milhas ao largo dos Açores.

Na altura, o Governo Regional dos Açores insurgiu-se, por considerar que o novo regulamento pesqueiro, concluído em Novembro de 2003 e que diminuía de 200 para 100 milhas a zona exclusiva ao largo dos Açores, só entrava em vigor a 1 de Agosto de 2004, a data indicada no documento, e a partir da qual supostamente estariam regulamentadas as condições de acesso. A Espanha, por seu turno, considerava que a zona das 200 milhas exclusivamente açoriana deixara de existir a partir do momento em que foi concluído, em Novembro de 2003, o acordo de pesca para as águas ocidentais, e o mesmo entendimento teve a Comissão, que considerou assim “legal” a presença de barcos espanhóis.

A sentença não tem efeitos legais, até porque se refere a um acontecimento passado, mas segundo Paulo Casaca constitui “um marco histórico” e “um elemento fundamental que deverá ser tido em conta pelas instâncias judicias quando se pronunciarem” sobre os processos entretanto movidos pelo Governo Regional dos Açores contra a Comissão e por associações de pescadores dos Açores contra o Estado português.

A decisão do provedor de justiça europeu, diz Casaca, demonstra ainda que “a Comissão Europeia não pode impunemente brincar com a lei, como tem feito”.


Fonte: Açoriano Oriental de 2 de Julho de 2005

sexta-feira, julho 01, 2005

Blair está para Churchil como adoçante está para açúcar.

Acontrapelos

Zig & Zag, agência de detectives, a flanquear-me os passos, ora dum lado ora doutro.
Bucha & Estica cada um com a sua dietética impossível.
Bausch & Lomb, um nome em cada lente e o "&" encavalitado no nariz.
E os que agem sozinhos, como Cantinflas ou Carlitos, quando querem provar-me que também podem desdobrar-se em muitos.
Rosário & António - os divinos!-mas sempre, um tacão para cada ouvido...
E as parelhas desavindas,separadas, nomes que se emparelham ainda na memória.
E tantos mais que geminam o erro e o acerto ou se fazem,afinal, complementares, para que a gente esqueça num o outro, culpe e desculpe os dois.


Alexandre O´Neil