quarta-feira, abril 22, 2009

Malhas que o império tece (Fase C)

"O Dr.Duarte Freitas, para que fique muito claro, é um dos quadros jovens do PSD/Açores com maior capital político na actualidade e, portanto, tem estado ao serviço do PSD e desta Região...pois é o vosso problema é esse, é que ele pode constituir uma ameaça para os senhores e vocês estão preocupados."
Cláudio Lopes, deputado do PSD/Açores, AO 22.04.2009

Parecia de facto como se ouve em aparte do deputado do PS José San Bento "uma ameaça dirigida a alguém"...A ver vamos.

Manuela Ferreira Leite: Portugal a Preto e Branco

terça-feira, abril 21, 2009

NÃO É POR TÃO POUCO...

Maria do Céu Patrão Neves afirma que o seu sexto lugar na lista de candidatos do PSD às eleições europeias não se deve ao facto de ser mulher.
Curioso é que Duarte Freitas perdeu o mesmo lugar pelo facto de ser homem.
O ainda Deputado europeu puxou dos galões e bateu com a porta. Fez ele muito bem, não é por tão pouco que um candidato muda de sexo.

Malhas que o império tece (Fase B)...

"(...)a líder do PSD/Açores afastou a ideia da escolha representar uma derrota pessoal, já que tinha anteriormente indigitado Duarte Freitas como candidato da Região Autónoma, recordando que teve “força suficiente para assegurar um lugar elegível” e até “muito à frente” do candidato da Madeira"
AO, 21/04/2009

"Alberto João Jardim acabou por conseguir colocar o candidato do PSD/Madeira na quinta posição da lista nacional, à frente da candidata do PSD/Açores.(...)"
Jornal Diário, 21/04/2009

Sobre o assunto já tinha falado esta manhã o blogger Tdinis, referenciando uma notícia do jornal Público. Malhas que o império tece, digo eu, na sua fase B.

segunda-feira, abril 20, 2009

Malhas que o império tece (Fase A)

"(...)Os açorianos sabem bem que a presença directa do PSD/Açores no coração da Europa é muito importante para a Região e para o país. Tal como os açorianos, também, a nossa líder nacional do nosso partido, compreendeu que os Açores acrescentam importância política e dimensão estratégica à influência de Portugal na Europa e a Dra. Manuela Ferreira Leite deixou-nos aqui esse compromisso e essa visão que tem de um Portugal inteiro que está ao lado dos açorianos e os açorianos estarão ao seu lado na Europa. E também já tive oportunidade de dizer à nossa Presidente, que o nosso deputado Duarte Freitas, pelo trabalho que desenvolveu e continuará a desenvolver é a nossa aposta para servir os Açores e para servir Portugal (...)"
Berta Cabral, 18 de Janeiro de 2009

Pelos vistos o "desempenho" pouco importa...

Antes...
Congresso do PSD arranca hoje para confirmar liderança de Berta

Berta Cabral, a líder do PSD-Açores, pretende reunir condições para discutir as próximas eleições, sendo que, o grande objectivo é recuperar o poder regional, em 2012. Depois das críticas do PS sobre a falta de influência junto do PSD nacional, a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada vai confirmar no Congresso que arranca hoje no Coliseu Micaelense o nome de Duarte Freitas na lista nacional e em lugar elegível, nas eleições para o Parlamento Europeu.
O eurodeputado é tido como uma importante reserva do partido e prepara-se para mais um mandato, depois de um desempenho aplaudido pelo grupo a que pertence na Europa e pelo próprio PSD.


Depois...

Duarte Freitas não aceita candidatar-se às Europeias

Regional | 2009-04-20 18:04

A Açores TSF adiantou que o nome falado para suceder a Duarte Freitas é o de Maria do Céu Patrão Neves.


Nada como coerência...

Touca de renda

Copo. Capa. Cepa. Cu(l)pa.
Mato. Mota. Meta. Ma(l)ta.
Rapo. Rapa. Ripa. Ro(u)pa.
Sapo. Sapa. Selo. Sa(l)ta.
Tira. Tiro. Tara. To(u)ca.
Pato. Pata. Peta. Pa(r)va.
Gato. Gata. Gola. Ge(s(to.
Pala. Pele. Pulo. Pu(l)ga.

Se a Pulga salta pelo mato.
E o sapo anda de touca na mota.
(Não há gesto que lhes valha).
A pulga é parva.
O sapo é gato.
A gata tem chapéu de pala.
A pata camisa de gola.
A sapa tem culpa...
...E tudo o resto é cá da malta:

A pulga salta. Desfaz-se num gesto. Parva. Enfia a touca. Parte para Malta. Assume a Culpa.
A mota não chega à meta. Perde-se no mato.
O copo cai. A capa abre-se. A cepa torta.
Rapa a ripa. Rapo?
Tira. Não tiro. A tara.
A pata é uma peta do pato.
O gato e a gata usam coleira na gola.
O boné de pala. Pu-lo ali.
Eu pulo aqui. A minha pele. Gato na meta
e

...Mata. Selo na carta. Selo no vidro.
A gola da pulga. Parva a gata...
...Salta e culpa.
Touca de renda. Roupa. Gola.

domingo, abril 19, 2009

Obrigado Mar i ana

Obrigado por teres criado o Ar e teres multiplicado o mar, por teres dado o Ar aos mares e nos teres deixado voar no teu ar e navegar nos teus mares.

sábado, abril 18, 2009

As Ilhas desconhecidas

Via Reporter X o link para a 1ª parte de As ilhas Desconhecidas, de Vicente Jorge Silva.(transmitida na RTP 1, 6ª feira, dia 17 de Abril).
A ver.

Quatro

Faz hoje quatro anos o Ardemares. Tinha pensado escrever um post mais sério para assinalar a efeméride, mas não sei se do tempo, se do adiantado da hora, se do monte de papel que rodeia aqui a minha secretária com trabalho por fazer, não vou escrever mais nada além do que penso por agora. Agradecer ou, por outra, dizer que é um gosto enorme fazer este blogue; que surgiu na sequência do Ardemar, que apaguei, mas do qual guardo ainda os arquivos;
Dizia eu que é um gosto imenso (prefiro essa palavra) fazer o blog, que passou de blog de 1 blogger para blog de 5 bloggers (prevejo a entrada de mais um, mas estou à espera que se decida);
Dizer que espero continuar com o blog, porque gosto de o fazer, de lhe por müz´ka; de o encher de poemas e citações; de escrever coisas que me apetece escrever; de não escrever, quando não me apetece escrever.
Gosto de fazer e manter este blog e, enquanto assim for, aqui, direi e falarei do que me apetecer, quando me apetecer, como me apetecer.
Apetecer é a palavra. Fazer um blog apeteceu-me há 6 anos. O Ardemares apeteceu-me há 4.
Ainda acredito que o poder de uma palavra pode matar ou ajudar a ressuscitar.

sexta-feira, abril 17, 2009

“À Janela do mundo”

O Desafio Europeu

Atravessamos tempos de crise inimagináveis há apenas um ano. O país vai crescer -3,5% (a Irlanda vai ter um crescimento negativo de -8%), o desemprego caminha para os 9%, as exportações caem 14,2%, o investimento -14,4% e o consumo decresce 0,9%, apesar do rendimento disponível das famílias aumentar em 2009 cerca de 2%.

Quando atingimos estes números percebemos que o problema da nossa economia não pode ser resolvido apenas com instrumentos macroeconómicos internos. A solução para a crise económica passa, quase em exclusivo, por políticas comuns dentro da União Europeia, de combate à crise.

As eleições europeias de Junho poderão ser um excelente contributo para discutirmos o relançamento da economia, a prevenção de novas crises, uma nova política agrícola comum e de pescas e a dependência energética da UE. É, aliás, uma oportunidade única de pressão legítima dos cidadãos europeus sobre as instituições para acelerar a luta contra a recessão económica, que surge na melhor altura.

O PS teve a noção deste desafio ao escolher um cabeça de lista, Vital Moreira, que não está ligado directamente ao partido e que até, algumas vezes, tem discordado com as suas posições, mas que está preparado para apresentar um projecto europeu aos portugueses. Infelizmente, nem o PSD nem o CDS/PP conseguiram sair da “política do rectângulo”, preocupando-se mais com a sua estabilidade interna e com as eleições legislativas em Outubro.

Conseguiram a muito custo, após meses de indecisão e de guerra interna, apresentar Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD, e o deputado do CDS, Nuno Melo, como cabeças de lista. São soluções sem “rasgo político”, a preto e branco, como o cartaz do PSD, que não trazem nada de novo.

Por cá, por um lado, fico triste por perder um dos meus mais brilhantes colegas, Luís Paulo Alves, especialista em agricultura e economia, por outro lado, fico orgulhoso da representação socialista dos Açores no Parlamento Europeu continuar a ter uma excelente qualidade.

Talvez fruto da falta de importância que alguns partidos dão as eleições europeias, a última previsão do Eurobarómetro indica que só um terço dos eleitores tenciona votar. Os Açorianos podem dar o exemplo contrário, indo em massa às urnas, transmitindo à oposição, ao país e à União Europeia que não fazem parte do problema que vivemos, mas sim que estão disponíveis para, conjuntamente, discutir e participar na procura de alternativas e soluções para o momento que atravessamos.

Da Minha Esquina


Política do Foguete

Sempre aceitei que os intervenientes no poder executivo tentem apresentar obra pouco antes das eleições. Acho normal e legitimo que num projecto a quatro anos haja obra para inaugurar ou apresentar aos cidadãos. Se o Governo inaugurar uma via rápida antes das eleições ou até a Câmara Municipal de Ponta Delgada fizer o mesmo relativamente a uma avenida litoral considero ser normal, em democracia, não devendo, por isso, ser alvo de críticas. Censuro, porém, quando se começa a entrar no exagero. É que, essa “tentação” é tão ridícula, quanto espalhafatosa e tendencialmente resultante de puro e simples afã mediático que, tal como sabemos, é maleita de “políticas do foguete”. Exemplificando: quando vejo a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada fazer uma cerimónia, com pompa e circunstância, pela oferta de três casas de habitação social, apenas para fazer um número na comunicação social, imagino que se o Governo dos Açores tivesse feito o mesmo relativamente às quinze mil famílias, que apoiou, teria tido que entregar, em 12 anos de mandato, cerca de quatro casas e meia por dia. O que, convenhamos, não só seria humanamente impossível, como eticamente reprovável.

Quando temos obras, como a da avenida Cecília Meireles ou da radial do Pico de Funcho (zona do Mata Mulheres), hoje praticamente intransitáveis e perigosas para o transito devido à ausência de sinalização, que se arrastam morosamente, apenas para serem inauguradas antes das eleições. Quando se inaugura o parque de estacionamento do Largo de São João um ano depois da sua entrada em funcionamento. E quando, tendo o centro da cidade de Ponta Delgada, a morrer, vazio a partir das 19 horas, se faz a requalificação da rua dos Mercadores, com um excelente trabalho dos calceteiros (concordo), mas sem saber à partida, como vai funcionar o trânsito. Decidindo apenas a posteriori, criar um traçado urbano, nessa rua, de gincana automobilística no meio de peões, sem consultar os comerciantes que lá trabalham.

Chegamos a um ponto, em que não conseguimos, por muito que se queira, arranjar desculpas para tais trapalhadas.

Está visto! Por “mãos à obra” é em Ponta Delgada - fazer tudo muito depressa, com muito holofote e flash. Planificação? Modelo de desenvolvimento? O que é Isso?

Bem dito!

"(...)Ponta Delgada necessita que não se circule de carro no centro histórico, podendo mesmo passar por aí a solução de grande parte dos problemas do comércio tradicional. Com uma boa rede de parques de estacionamento, como aquela que entretanto foi criada, a cidade beneficiaria - e muito - do encerramento das ruas ao trânsito. Exemplos como este não faltam. De repente, lembro-me de Lagos, no Algarve, local onde os carros só circulam na periferia. Que se tenha conhecimento, os comerciantes não se queixam, já que a cidade se transforma num megacentro comercial."
Expresso das Nove, a 17 de Abril de 2009

Tirando a parte da "boa rede de parques de estacionamento" concordo em absoluto. Com efeito, a opção por instalar debaixo do chão da avenida um parque de estacionamento ou aquela ideia manhosa de instalar, primeiro debaixo do Campo de São Francisco, agora na Rua de Lisboa, salvo erro, uma central de camionagem (?) puseram fim a um ideal de "cidade sem carros"...

Vá-se lá perceber as modas...