quinta-feira, março 26, 2009

161º, 5ª frase

O desafio do António é abrir um livro, passar página a página, até chegar à centésima sexagésima primeira página e reproduzir a quinta frase que ali se encontrar. O primeiro que apanhei foi o que estava quase a cair da estante amarela que comprei há 8 anos quando voltei para casa, no híper, e que está tão velhinha que, penso, que mais dia, menos dia cai mesmo:
"(...) De facto, a nossa tendência para este tipo de falhas é o preço que pagamos pela tendência notável do nosso cérebro para pensar e actuar de modo intuitivo."
João Lobo Antunes, Sobre a mão e outros Ensaios, Gradiva, Lisboa, 2005, página 161, 5ª frase.
No segundo lê-se, na página 161, 5ª frase, o seguinte: "De repente, os cães começam a ladrar no quintal." José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos, Bertrand Editora, Lisboa, 2006, página 161. E, porque não há duas sem três, Eduardo Lourenço escreveu isto na página 161º, frase 5ª: " (...) O trecho merecia, só por si, um comentário que não vem para aqui." Está em O Labirinto da Saudade, Gradiva, Lisboa, 2005, página 161.

Passo o desafio à olimpia granada do :Ilhas; ao (Res) sentimentos; à rita do crónicas da rita; à anabela caldeira do Livro de Capa Roxa, à maria das mercês do MM e à helena da Livraria Solmar

quarta-feira, março 25, 2009

Post it

"Se fosses cidade eras Tóquio, se fosses cor eras grená. Se fosses um filme Disney eras o Pinóquio, em sendo futebolista chamares-te-ia Cacá. Se a tua avó não tivesse morrido, estaria bem de saúde? Se não fosses parvo, o que é que gostavas de ser? Que tipo de explosivo serias capaz de colocar na sede do Facebook caso eles não parassem de lançar e propagar quizes patéticos no ciberespaço?

Maçadores."

António
http://ossios.blogspot.com

domingo, março 22, 2009

Müz´ka com dedicatória



...para a minha mãe, para a Bibia, para a Ló e para a Piedade pela data que hoje passa e pelo tudo e tanto que significa.

sábado, março 21, 2009

Aviso de Porta de Livraria

"Não leiam delicados este livro,
sobretudo os heróis do palavrão doméstico,
as ninfas machas, as vestais do puro,
os que andam aos pulinhos num pé só,
com as duas castas mãos uma atrás e outra adiante,
enquanto com a terceira vão tapando
a boca dos que andam com dois pés
sem medo das palavras.

E quem de amor não sabe fuja dele:
qualquer amor desde o da carne àquele
que só de si se move, não movido
de prémio vil, mas alto e quase eterno.
De amor e de poesia e de ter pátria aqui se trata:
que a ralé não passe este limiar sagrado
e não se atreva a encher de ratos
este espaço livre onde se morre
em dignidade humana a dor de haver nascido
em Portugal sem mais remédio que trazê-lo n'alma."

Jorge de Sena in Exorcismos, Moraes Editora, 1972.

quinta-feira, março 19, 2009

Dia do Pai


"À Janela do Mundo"

Turismo a subir, PSD a descer

A semana que passou ficou marcada por boas notícias. O número de dormidas registadas em Janeiro deste ano, nas unidades hoteleira açorianas, foi superior em 13% às registadas em Janeiro de 2008. Estes números são bons e aparentemente sustentáveis pois consubstanciam a tendência de subida do Turismo dos meses de Novembro e Dezembro de 2008, baseada também na da subida dos proveitos por quarto em 9,4%. Estes resultados revelam, também que, apesar das contingências internacionais e da permanente crítica da oposição partidária, o sector Turístico já atingiu um grau de solidez e de alguma maturidade nos Açores, que nos permite ter confiança no futuro desta área.

Mas, quem esta crise internacional tem posto em estado de recessão e deixado em clima quase depressivo é a líder do PSD/Açores e as “mentes pouco brilhantes”, que a aconselham. A estratégia do PSD é muito simples: quanto mais afectada for a região pela crise internacional, pior para o governo, para o PS e melhor para o PSD. Para tentar contribuir para um clima recessivo, a presidente da Câmara de Ponta Delgada deu início a uma espécie de ronda “habitual”, pela segunda vez em 8 anos, às 24 “localidades” de Ponta Delgada, onde em vez de tentar, no âmbito das suas funções, resolver os problemas das populações faz apenas campanha contra o Governo dos Açores. Mas, mais escandalosa do que esta confusão entre presidente de Câmara e presidente do PSD, aliás, já costumeira, é a utilização, dos dinheiros da Câmara Municipal, sustentada pelos nossos impostos, para pagar páginas inteiras de publicidade, nos jornais, sob o lema “Dito e Feito”, para fazer a sua campanha eleitoral como líder partidária e atacar de todas as formas o Governo dos Açores.

Todavia, para o PSD/Açores esta obra não tem corrido bem. Tardiamente perceberam que para fazer oposição é preciso estabilidade interna e capacidade para propor novas ideias, alternativas e soluções para o futuro da nossa terra. Infelizmente, passados 4 meses, só souberam propor, para além da crítica a tudo, medidas de combate á crise, que propõem a diminuição de impostos aos mais ricos, subsidiam o lucro da banca e põem em risco as nossas empresas através de subsídios ilegais. Com tanta trapalhada junta já há quem, entre as hostes, comece a ter pouca paciência. Vamos a ver o que nos revelarão os próximos episódios da ilha de São Jorge. Certo é que, não querendo meter o bedelho em causa alheia, talvez fosse de recomendar à liderança do PSD, que fizesse como a canção: que passasse a ribeirinha, pusesse o pé e, claro, molhasse a meia...

quarta-feira, março 18, 2009

A ler



Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.

terça-feira, março 17, 2009

segunda-feira, março 16, 2009

Saudades com piano dentro



Aos 16 de Março que vou passando sem a companhia do meu pianista, vou deixando aqui, por enquanto, sempre que posso, uma música "pianada". Esta já é repetida. Postei-a há uns meses. Gosto dela.

Texto escrito num pacote de açúcar

«Um dia vou visitar os pinguins do Ártico» (Cláudia Bandeira)
HOJE É O DIA.
NICOLA ENCONTROS PERFEITOS.

domingo, março 15, 2009

Angra do Heroísmo

Parabéns a Angra do Heroísmo pela distinção.

"Da Minha Esquina"

Medidas contra a Crise

Muito temos ouvido falar da actual situação económica dos Açores. Os partidos da oposição todos os dias lançam o alarme de que a catástrofe económica e social é iminente. A lógica de que quanto pior é a crise nos Açores, melhor para estes partidos, é a meu ver um erro histórico grave, que não ajuda quem tenta criar medidas para minorar os efeitos da crise, diminui a confiança dos empresários para investir e lhes retira toda a credibilidade.

A mensagem que devemos passar aos açorianos é, a meu ver, uma mensagem realista, baseada em factos, quanto à crise que se começa a viver nos Açores, evitando qualquer tentação de um eleitoralismo fácil e perigoso. Mas a mensagem deve ser sobretudo de confiança no futuro, de que, tanto o Partido Socialista, o Governo, como toda a oposição, tudo farão para minorar, dentro das suas possibilidades, os efeitos da “Grande Recessão” nos Açores.

O Governo dos Açores, rapidamente fez a análise dos problemas da nossa economia. E resolveu agir depressa, ao nível da reposição da liquidez das empresas, ao nível de programas de manutenção do emprego e ao nível da manutenção do rendimento disponível e de estímulo ao consumo das famílias.

Estes três eixos de actuação, já com alguns resultados, consubstanciaram-se num conjunto de linhas de crédito para reposição da liquidez, que no espaço de um mês apoiou as empresas em mais de 60 milhões de euros, no reforço da operacionalização dos sistemas de incentivos, SIDER, no programa complementar de apoio aos projectos de investimento no âmbito do PRORURAL, no Sistema de Apoio Financeiro à Agricultura dos Açores, no regime regional de compensação ao escoamento dos produtos da pesca das ilhas da coesão, no Programa de Valorização Profissional, (PVP), no Programa de Apoio à Manutenção de Postos de Trabalho, num programa de consultadoria estratégica às empresas, no reforço do programa Empreende Jovem, no aumento dos programas estagiar L e T para um ano, no aumento do investimento público em 10% face ao ano anterior e na antecipação, entre um a três meses, de quase todos os casos de lançamentos de concursos, adjudicações e consignações de empreitadas e prestações de serviços previstos para o corrente ano.

Mas se é certo que estas medidas são muito importantes para a melhoria do ambiente económico da região, podem não ser suficientes para combater a actual conjuntura. A realidade económica actual é tão dinâmica, que estas medidas, com um mês de vigência, precisam de ser reforçadas com um programa de apoio à compra e/ou arrendamento de habitação, que ajude os açorianos a terem uma casa e que sustente o sector da construção civil local, que tanta gente emprega na nossa terra. O anúncio da aquisição, num futuro muito próximo, da parte do Governo dos Açores, de 390 habitações novas para posterior venda sob forma de renda resolúvel, poderá ser um bom caminho para o problema da habitação dos Açores. Espero também, que o Governo aproveite esta oportunidade para potenciar o mercado de arrendamento regional que tanta falta faz açorianos.

É indiscutível que o Governo do PS agiu com prontidão e acerto no combate à crise nos Açores. Sendo certo, que podia ter escolhido outros caminhos de acção, o facto é que foi escolhida uma estratégia de combate à crise, ao contrário da nossa oposição que se limitou a desvalorizar e nada propor durante todo esse tempo. Quando o Governo lançava já a segunda vaga de medidas, o PSD apresentava também, com toda a pompa e circunstância, arrogante como de costume, algumas tímidas medidas, pobres técnica e politicamente, algumas roubadas ao “património” Costa Neves, outras ilegais, e portanto irresponsáveis e outras ainda, que não são mais do que enunciados jurídicos de intenções sem esforço ou esclarecimento operativo.

Importa, pois, agora saber, num quadro de Responsabilidade que se exige, como explicará o PSD às empresas açorianas que as medidas, entretanto apresentadas pelo seu grupo parlamentar, de aumento dos adiantamentos financeiros às empresas viola as normas europeias do quadro regulamentar 2007-2013?

quinta-feira, março 12, 2009

“À Janela do mundo”

Um Plano para Açores

É impossível abrir um jornal ou a televisão sem vermos uma nova notícia sobre a crise internacional que atravessamos. Mais falências, mais desemprego, mais um indicador económico em mínimos históricos, as Bolsas de Valores sem credibilidade ou um país em risco de falência, já não espantam o cidadão comum e cada vez menos sustentam uma simples conversa de café. A grande novidade sobre o momento que atravessamos é que a crise internacional já tem nome. Chamam-lhe: A Grande Recessão

É no contexto da “Grande Recessão”, chamada assim pelo director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que cada organismo internacional, que cada país e que cada região faz o que pode para minorar os efeitos, da mesma, sobre as populações. Nos Açores, o Governo, tenciona utilizar o seu Plano e Orçamento para 2009, como instrumento de alavancagem da economia, para que os principais sectores de actividade, da nossa região, consigam suportar as ameaças do momento e aproveitar as oportunidades de investimento que surjam num futuro próximo.

Tendo em vista o relançamento da actividade económica, o Governo no P&O, para 2009, aumenta em 10, 1% o investimento público, consubstanciando, assim, a tendência de subida, do mesmo, nos últimos 4 anos, cerca de 60%, de onde se destacam, o reforço dos apoios à competitividade, ao desenvolvimento do turismo, à inovação tecnológica e aos transportes aéreos em cerca de 22,8%, 50,9%, 46,8% e 32,5%, respectivamente. Para combater, um dos nossos pontos fracos, o défice de escolarização da nossa população, sobretudo nos níveis mais elevados do sistema de ensino, o investimento proposto para 2009, nesta área, aumenta em cerca de 21,4%, tendo como principal enfoque, a melhoria das nossas infra-estruturas escolares e a continuação da aposta na formação profissional. E para reforçar a solidariedade e a coesão social, a proposta entregue no parlamento, aposta, entre outros aspectos, no aumento da igualdade de oportunidades, na promoção da aquisição e arrendamento de habitação e no aumento da incorporação tecnológica na área da saúde.

Apesar das críticas do PSD, que à pressa, lá arranjou uma ou outra proposta contra a crise, que para além de atrasadas temporalmente, ou não trazem nada de novo ou são ilegais, de acordo com a legislação comunitária, pondo inclusivamente, com essas medidas, as empresas açorianas em risco de perder apoios da UE, a proposta de P&O do Governo é sustentada e orientada para o futuro. É sustentada por umas finanças públicas saudáveis, sem endividamento directo contraído há mais de 6 anos apesar do contínuo crescimento do investimento público e das baixas de impostos. E é orientada para o futuro, porque combate a crise internacional não através de medidas desgarradas, mas sim através de políticas que atenuem os nossos pontos fracos e que promovam as nossas potencialidades.