segunda-feira, janeiro 19, 2009

Sobre Sócrates como curandeiro da recessão

" O País precisa de um médico e Sócrates foi um delegado de propaganda médica. Só trazia amostras e prendinhas."

José Adelino Maltez, professor de Ciência Política, Visão, 8 de Janeiro de 2009

Soneto Presente

"Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu"

José Carlos Ary dos Santos

domingo, janeiro 18, 2009

A jardinização da política portuguesa ou o sr. Silva deve, em tempos, ter tido uma namorada dos Açores que lhe pôs os cornos

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" Desde 1976 que existe a tradição protocolar de o Chefe de Estado dar os parabéns ao líder eleito do Governo Regional - e sendo Cavaco Silva alguém sempre muito apegado a formalismos institucionais, depressa se conclui que teria de haver uma mensagem de felicitações do Presidente perdida nalgum gabinete. " Nos três dias seguintes, procurámos por todo o lado, vimos todas as máquinas de fax, verificámos todas as caixas de e-mail e até fomos ver se teria chegado algum telegrama. Não queríamos acreditar, mas a verdade é que não chegara nada de Belém", garante à Visão fonte próxima de Carlos César.
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Contactado pela Visão, Fernando Lima, assessor de imprensa de Cavaco Silva, afirmou desconhecer se houve, ou não, lugar a felicitações presidenciais no dia 19 de Outubro. O certo é que, no próprio sítio online da Presidência, não se encontra qualquer menção à vitória socialista nas regionais. Do item das mensagens enviadas pelo Chefe de Estado constam, entre outros, envios de felicitações a Nino Vieira pelo triunfo nas legislativas da Guiné-Bissau, a José Eduardo dos Santos "pelo modo como decorreram as legislativas em Angola" e a três políticos luso-descendentes pela sua eleição para o Congresso americano. Há, ainda, condolências às famílias do escritor Alçada Baptista e da actriz Milú e os parabéns de Belém a Cristiano Ronaldo pela conquista da Bola de Ouro. Sobre Carlos César, nem uma palavra ou cumprimento. "
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Tiago Fernandes, Visão, 8 de Janeiro de 2009

sábado, janeiro 17, 2009

Sobre La Féria e sobre Portugal

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"Mesmo que a redução de uma maravilha do teatro musical (West Side Story) ao Sabadabadu não seja grave, é um sintoma da tendência nacional para emprestar a tudo o que toca um peculiar toque de amadorismo, um ar de pastiche desajeitado do que se faz "lá fora". Cá dentro faz-se o que se pode e, pelo que se constata nos espectáculos, nas artes, nas letras, na arquitectura e, se quisermos alargar o leque, na economia ou na política, não se pode grande coisa. Grosso modo, o País está para o mundo civilizado como o carnaval de Ovar está para o do Rio, uma imitação ingénua que, não obstante, chega e sobra para nos consolar."
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Opinião, Alberto Gonçalves, Sociólogo, Sábado, 8 de aneiro de 2009

Natural(mente)

Aqui há dias li numa entrevista que Berta Cabral deu à Lusa, esta afirmação: "[...] As coisas vão acontecendo naturalmente. Ás vezes aceitamos outras declinamos. Houve outros desafios que rejeitei e talvez não saibam mas fui convidada para ser presidente do Parlamento Regional em 1998.[...]"(Lusa, 22de Dezembro) Ontem, no primeiro dia de mais um congresso do PSD/A ouvi confirmar o que já anteontem se noticiava: Humberto Melo será o próximo Secretário Geral do PSD/Açores. naturalmente...Espero que mais naturalmente do que ser Presidente da Assembleia, em 1998, depois da sua companheira, ter rejeitado o convite, e 1998 não ter sido ano de eleições, nos Açores.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

O saber não ocupa espaço


Daqui

Trombalazana
"Seria uma santanada, se a língua portuguesa fosse plástica como o brasileiro ou o castelhano do México: neste país diz-se "cantiflar", falar sem dizer nada, como em homenagem a Cantiflas, popular actor cómico. Trombalazana não quer dizer nada, mas fica porque Vasco Santana tinha com o público uma empatia que seria repetida no cinema 25 anos mais tarde por António Silva.(...) Durante o PREC, a famosa atriz Beatriz Costa, que participava também em a Canção de Lisboa, lançou então um livro de memórias cujo título lembrava, por escárnio, as saudades dos tempos antigos: Quando os Vascos eram Santanas."
Ferreira Fernandes-João Ferreira,
"Frases que fizeram a História de Portugal", Lisboa, Esfera dos Livros, 2ª edição, Fevereiro de 2006, pág. 212.

"Quando permitimos que, à custa de uma boa ideia, que são os minibus usados antes na Terceira, e da reorganização da rede de transportes colectivos de passageiros se construa uma central rodoviária que vai colocar ao lado do Convento da Esperança no mínimo 70 autocarros por dia… Quando se olha tudo isso,e por mais que os do costume espalhem os elogios, eu cá acho que a política da edil é uma “trombalazana”. ("Trombalazana", Francisco César, Açoriano Oriental, hoje).

Afinal quem inventou a palavra foi Vasco Santana. Numa pesquisa rápida na internet, encontramos a palavra "trombalazana" em diversos contextos. De todos,o que achei mais engraçado foi o de um blogue chamado Trombalazanas. O autor escreve:
"Os elefantes nunca esquecem. E, como tal, decidi criar este blog. Se por acaso
me esquecer ao menos fica escrito."

Verdade.

Alergias

Na parede desenhou um botão.
Depois pintou-o de vermelho. Perigo, escreveu.
Carregou no botão e desapareceu.
No chão de alcatifa meia centena de ácaros brincavam às escondidas entre as aparas de lápis e bocados de papel azul. Alguns esconderam-se nos afiadores. Deles fizeram casa com janela.
José Manuel dos Santos nunca mais voltou. Era dado a alergias.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Gente de Panjin - Capital de Goa 1

Vendedor de fruta

Menina vai para a escola


terça-feira, janeiro 13, 2009

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Iluminado

I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around [the banks] will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered. The issuing power should be taken from the banks and restored to the people, to whom it properly belongs.

Thomas Jefferson, (Attributed), 3rd president of US (1743 - 1826)

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»

Agenda

2009: Ano Europeu da Criatividade e Inovação