"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Quem dá mais!!!
Tempos depois olhamos para essas coisas, abandonadas, a ganhar bolor e a desvalorizar constantemente, mas sentimos uma réstia de nostalgismo, mesmo gratidão, pela vida que dividimos, e torna-se impossível de nos separamos desses nossos zombiados bens.
Mas ele há dias em que precisamos de criar coragem, de nos erguermos como Homens que somos e permitir que se valorize, através de outros e outras vidas, aquilo que já foi parte da nossa vida. Ele há dias que temos que assumir a palavra reciclagem, e acreditar que o lixo de uns pode ser o bem de outros, que aquilo para o qual não temos uso pode ter um valor de uso, ou mesmo um valor de troca.
Por isso, e portanto, decidi leiloar o Partido Social Democrata em hasta pública. Não tenho uso para semelhante bem, como está deteriora-se a olhos vistos, mas tenho esperança que alguém dê algum valor por aquilo que já foi, para alguns, uma “jóia da coroa”.
Pois minha gente! Quem dá mais!!!
Vamos começar com 100… 100… 100… E 100 vai uma!!!!
A senhora In@rq, ali à esquerda, baixou a licitação para 2 , como mais ninguém apresentou oferta vamos aceitar começar a 2.
E vão 2... 2 para a senhora In@rq! E vão 2!?!
Mais ninguém na sala acredita em reciclagem???
E vão 2... E vão 2 uma!?!?!?
Ningém interessado??!??
E 2 vão duas... e vão duas!?!
O Sr. aí atrás com falta de oxigénio! Não? Nada?
segunda-feira, dezembro 08, 2008
O escritor sem vergonha dos afectos

"A minha obra escrita vende-se muito por uma razão simples, porque eu sou talvez o primeiro escritor que não teve vergonha dos afectos", disse um dia o escritor sobre a sua obra - ao todo 14 títulos - que percorreu o ensaio, crónica, novela e o romance.
Nascido na Covilhã em 1927, frequentou o colégio de jesuítas, onde foi profundamente influenciado pelo Cristianismo e por pensadores como Emmanuel Mounier e Teillard de Chardin, vindo a formar-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e exerceu advocacia entre 1950 e 1957.
"A Pesca à Linha - Algumas Memórias", obra assumidamente de memórias e recordações, revelou o profundo sentido afectivo que caracteriza a escrita de Alçada Baptista, enquanto em "Um Olhar à Nossa Volta" deixou o testemunho de uma vivência colectiva registada na década de 70 e 80 marcada por inquietações político-sociais.
Mas foi com "Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus" (1971) e "Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança" (1982) que obteve a unanimidade da crítica e do público.
Da sua obra constam ainda "Documentos Políticos" (crónicas e ensaios, 1970), "O Tempo das Palavras" (1973), "Conversas com Marcello Caetano" (1973), "Os Nós e os Laços" (romance, 1985), "Catarina ou o Sabor da Maçã" (novela, 1988), "Tia Suzana, meu Amor" (romance, 1989) e "O Riso de Deus" (romance, 1994).
Em 1961 e 1969 foi candidato pela Oposição Democrática nas eleições para a Assembleia Nacional e, de 1971 a 1974, foi assessor para a Cultura do então ministro da Educação Nacional, Veiga Simão.
Funcionário da Secretaria de Estado da Cultura desde 1978, presidiu aos trabalhos da criação do Instituto Português do Livro, a que presidiu até 1986.
Recebeu das mãos do Presidente da República Ramalho Eanes a Ordem Militar de Cristo, em 1983, e a Grã-Cruz da Ordem do Infante entregue pelo Presidente Mário Soares, em 1995, de quem foi colaborador.
Escreveu inúmeras crónicas na rádio, na televisão e em diversos jornais e revistas.
Sócio da Academia Brasileira de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa, e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, foi também presidente da Comissão de Avaliação do Mérito Cultural e administrador da Fundação Oriente.»
in "Lusa" (7.Dez.08, 19.46)
sábado, dezembro 06, 2008
Este nunca foi o nosso Portugal. Somos filhos de uma Mátria morta. Orfãos de um Quinto Império
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O professor de Direito diz que Cavaco Silva "não pode ceder" na questão do estatuto dos Açores porque por se tratar de uma questão que põe em causa "a unidade da Pátria".
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"Não é esta a forma de tocar em problemas tão delicados", observou, dizendo não ser aceitável que, "com os problemas financeiros, económicos e sociais que o país atravessa, se façam braços de ferro entre órgãos de soberania por causa das regiões insulares".
…
"Os órgãos regionais devem meditar sobre se este procedimento desencadeado a partir dos Açores é tão necessário assim, e se não nos Açores não há, ainda, problemas sociais nas camadas mais desfavorecidas que exijam apoio do Governo central", declarou.
Lusa, 05 de Dezembro de 2008, 16:13
Este nunca foi o nosso Portugal.
Somos filhos de uma Mátria morta.
Somos orfãos do Quinto Império
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Muros
à minha volta espessos muros tão altos quem teceu?
E eis‑me agora aqui na sorte a que fui dado,
em mais não penso: não me sai da ideia o que aconteceu.
Lá fora há tanto que fazer - tudo ruído!
E, se estes muros construíram, porque não dei por tal?
Não ouvi de pedreiro nem voz nem ruído
E sem saber fiquei fechado, sem vista e sem portal."
Ocorrências
"Aí o homem sério entrou e disse: bom dia.
Aí outro homem sério respondeu: bom dia.
Aí a mulher séria respondeu: bom dia.
Aí a menininha no chão respondeu: bom dia.
Aí todos riram de uma vez
Menos as duas cadeiras, a mesa, o jarro, as flores
as paredes, o relógio, a lâmpada, o retrato, os livros
o mata-borrão, os sapatos, as gravatas, as camisas, os lenços."
Ferreira Gullar
domingo, novembro 30, 2008
Post Primeiro
O meu primeiro post é para se ouvir: Jeff Buckley ao vivo.
sábado, novembro 29, 2008
Ardemares news
Antropóloga de formação. Empresária de profissão do ramo do Design informático. Benfiquista. Guitarrista. Costureira nas horas vagas e etc e tal...
Júlia Matos é a mais nova colaboradora do Ardemares.
Já aceitou o convite. Escreverá quando lhe apetecer...
sexta-feira, novembro 28, 2008
Aos Amigos
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.»
Herberto Hélder
Poesia Toda, Assírio & Alvim, 1996.
quarta-feira, novembro 26, 2008
102 anos
Não é a 1ª vez que falo da Rosa.
A Rosa do Carmo (da Quitéria, nome pelo qual a conheço desde que me lembro). Parabéns.