"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
sexta-feira, julho 25, 2008
quinta-feira, julho 24, 2008
Ardemares News
«No jogo há sempre quem lastime a derrota pela ausência da sorte.
Na vida há sempre quem se queixe da falta de liberdade pela incapacidade própria de ser livre. Num ou noutro caso só a santa paciência pode ajudar. Eu cá não sou santo e a minha paciência tem limites.»
Do extinto blogue D´Arrejeite em 23 de Junho de 2006.
2 anos passados, H.Galante está de volta.
É a partir de hoje blogger no Ardemares.
Na vida há sempre quem se queixe da falta de liberdade pela incapacidade própria de ser livre. Num ou noutro caso só a santa paciência pode ajudar. Eu cá não sou santo e a minha paciência tem limites.»
Do extinto blogue D´Arrejeite em 23 de Junho de 2006.
2 anos passados, H.Galante está de volta.
É a partir de hoje blogger no Ardemares.
quarta-feira, julho 23, 2008
palavras com meias
“Meias palavras? As palavras não se calçam!”, pensou José Manuel dos Santos, enquanto tentava a custo, enfiar a palavra andar nas suas botas.
Não coube.
Talvez fosse da ambiguidade.
Não coube.
Talvez fosse da ambiguidade.
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estória sem sentido
terça-feira, julho 22, 2008
domingo, julho 20, 2008
Olhá Roqueira

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Este ano e, curiosamente, contrariando o que aconteceu nos quatro anos anteriores, houve por parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada, uma necessidade maior de fazer vingar a ideia de que as Festas do Espírito Santo, organizadas pela edilidade, são uma tradição. Por entre os meandros das reais intenções dessa insistência transparece uma fachada de espiritualidade, que me impressiona e intriga. Não esqueço, contudo que haverá, por certo, quem, levado pela fé (que não questiono) tê-las-á vivido como mais um momento de partilha e comunhão de sentimentos. Mas, na mesma medida e, por causa dessas mesmas pessoas, que respeito, não posso também, deixar de protestar veementemente, por mais sensatez e nobreza, no tratamento desta tradição do povo a que orgulhosamente pertenço.
As festas do Espírito Santo, as grandes festas de Ponta Delgada não são tradição coisíssima nenhuma! São espectáculo! São um aproveitamento propositado da espiritualidade de alguns para benefício de outros. Revelam uma atitude irresponsável e inqualificável. Ora, se dúvidas houvessem, olhe-se para as faixas colocadas nas paredes da Câmara, durante os dias da festa; olhe-se para a coroa sempre enorme, disforme, cheia de luzes, traduzindo, sem rodar, nem tocar música, mas só olhando para ela, uma espécie de “Futebol Espectáculo”. Pois bem, as tradições, às vezes, até dançam e balançam. Mas, neste caso, por mais voltas que se queira dar e rodas que se queira fazer, não há “pisca pisca” que lhes valha. Não são Tradição. Não falo de devoção, por respeito, mas não aceito e era isso que queria deixar hoje aqui escrito, que alguém ou alguns, por razões puramente propagandistas, queiram por força de sabe-se lá o quê, tomar uma Tradição, que é de todos os açorianos e reinventá-la, sem nenhum pudor.
Lamento, mas a vantagem de ser mordomo todos anos, mudando apenas a cor do fato; levar a coroa no procissão, fazer quartos do Espírito Santo, na própria Câmara Municipal, distribuir fatias de massa e fazer umas Sopas para distribuir ao povo, qual Rainha Santa Isabel, mesmo que repetindo o gesto cinco anos seguidos, não transforma ninguém, por mais fortes intenções, que tenha, em “alva pomba”.
Na vida real, as bênçãos de amor não estão ao alcance de todos. Por mais meiga que queira parecer ser a aparição. E, enquanto assim for, não há aproveitamento sem escrúpulos, que substitua a Tradição. Nem notícia que valha por centenas de coroações e mordomias que acontecem em centenas de lugares nos Açores e nas comunidades, há décadas e décadas. Muito menos, estou em crer, a devoção, seja de quem for, seja pelo que for…
A Tradição de que se fala é pois uma falácia!
E aqui se prova que, como diz o ditado, pode enganar-se alguns durante algum tempo, o que não se consegue é enganar-se todos para sempre. Para lá vamos.
sábado, julho 19, 2008
quarta-feira, julho 16, 2008
Citação (importante)
"(...)Deus anda à beira de água de calça arregaçada
como um homem se deita como um homem se levanta
Somos crianças feitas para grandes férias
pássaros pedradas de calor
atiradas ao frio em redor
pássaros compêndios de vida
e morte resumida agasalhada em asas
Ali fica o retrato destes dias
Gestos e pensamentos tudo fixo
Manhã dos outros não nossa manhã
pagão solar de uma alegria calma
De terra vem a água e da água a alma
o tempo é a maré que leva e traz
o mar às praias onde eternamente somos
Sabemos agora em que medida merecemos a vida."
Excerto do poema Orla Marítima de Ruy Belo.
Aqui dito por Luís Miguel Cintra
terça-feira, julho 15, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Pintar a Manta
Farto de esperar por melhores dias, José Manuel dos Santos pintou na varanda da sala uma porta com chave e trinco. Feita a pintura, deu-lhe utilização. Então, rodou a chave, que estava pintada de castanho, abriu a porta, que era branca e fechou-a atrás de si, devagarinho para não acordar a mãe, que estava pintada no sofá.
Nunca mais ninguém o encontrou. Na manta da sala, à beirinha da janela, ficaram espalhadas e sem tampa, 36 canetas de feltro e um papel que dizia assim:
Acção 1 - Deixar canetas abertas em cima da manta da sala.
Acção 2 - Rodar a chave, abrir a porta pintada, sair, fechar a porta pintada.
Acção 3 - Sorrir. Melhores dias virão.
Nunca mais ninguém o encontrou. Na manta da sala, à beirinha da janela, ficaram espalhadas e sem tampa, 36 canetas de feltro e um papel que dizia assim:
Acção 1 - Deixar canetas abertas em cima da manta da sala.
Acção 2 - Rodar a chave, abrir a porta pintada, sair, fechar a porta pintada.
Acção 3 - Sorrir. Melhores dias virão.
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estória sem sentido
domingo, julho 13, 2008
sábado, julho 12, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
50 anos

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Eles fazem 50 anos. Uma criação de Peyo (Pierre Culliford).
A Bélgica promete uma série de comemorações em todo o país, começando pelo que chamam de “invasão surpresa”. Para proclamar o “Feliz Dia Smurf”, pequenas estátuas dos diminutos personagens azuis estão sendo espalhadas por 20 cidades de 14 países europeus.
Algumas saudades destes bonequinhos azuis, que viviam em cogumelos. Tinham um inimigo. Chamava-se Gasganete. Belos tempos, esses.
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