"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
domingo, julho 13, 2008
sábado, julho 12, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
50 anos

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Eles fazem 50 anos. Uma criação de Peyo (Pierre Culliford).
A Bélgica promete uma série de comemorações em todo o país, começando pelo que chamam de “invasão surpresa”. Para proclamar o “Feliz Dia Smurf”, pequenas estátuas dos diminutos personagens azuis estão sendo espalhadas por 20 cidades de 14 países europeus.
Algumas saudades destes bonequinhos azuis, que viviam em cogumelos. Tinham um inimigo. Chamava-se Gasganete. Belos tempos, esses.
sexta-feira, julho 04, 2008
Müz´ka
"(...)Dreamer, you stupid little dreamer;
So now you put your head in your hands, oh no!
I said "Far out, - What a day, a year, a laugh it is!"
You know, - Well you know you had it comin' to you,
Now there's not a lot I can do.(...)"
Adoro esta müz´ka. Podia dar-me pra pior...
Supertramp
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Supertramp (live 1974)
Recomendaçã de Lêtüra

Ano de Edição: 2002
Preço:15,00
Crónicas para ler nas férias. Uma, por dia é a dose recomendada.
As minhas preferidas estas: "Sobre Deus", "Para José Cardoso Pires, ao ouvido","Espero por ti no meio das gaivotas" ou "É da tua mão que eu preciso agora"
Um excerto: "(...)Se eu tivesse começado a usar calças compridas mais cedo morava hoje,radiante,numa constelação de cucos e de despertadores de lata, em lugar do pó dos livros que faz mal aos pulmões e não diz as horas. E se alguma vez precisasse de um pace-maker o doutor enfiava-me no peito a caçarola de pendurar na cozinha, cujo ponteiro dos minutos é uma faca e cujo ponteiro dos segundos é um garfo. Se juntarmos a isso um anão da Branca de Neve em cima do frigorífico, que mais precisa um homem para se sentir feliz?"
"Na volta cá os espero", pp.117
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António Lobo Antunes
domingo, junho 29, 2008
sábado, junho 28, 2008
Recomendação de Leitura

Limpar o Pó
"Como se ontem e os dias antes de ontem
se tivessem desfeito sobre as prateleiras,
Como se pudéssemos escrever palavras
nas suas cinzas com as pontas dos dedos,
Como se bastasse soprar para vermos
as suas imagens de novo, numa nuvem."
Peixoto, José Luís, "Limpar o Pó", in Gaveta de Papéis, Lisboa, Quasi Edições, 2008, pp. 73.
Preço: 11,55 na Livraria O Gil, em Ponta Delgada.
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Poesia Portuguesa
domingo, junho 22, 2008
sábado, junho 21, 2008
´Tá cada vez mió
O diálogo continua. Antes estava assim.
Agora está como demonstra a fotografia. Bem, eu, pessoalmente, entre a linguiça de Portalegre e a linguiça da Salsiçor, prefiro a da Salsiçor.
quinta-feira, junho 19, 2008
Croniqueta XLV ou o Fífia é um pinga amor (ou não é!) ou talvez seja...

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O Fífia é um pinga amor. Uma espécie de Romeu dos novos tempos, menos melodramático, mas tão dengoso como um Don Juan ou outra espécie dessas que a literatura universal retrata da cabeça aos pés. Werther de Goethe ou Eurico de Alexandre Herculano não lhe chegam aos calcanhares e, mesmo que chegassem, ele logo se diria superior. E toda a gente ia acreditar (porque era o Fífia quem dizia). Tem lábia, mas não tem mais nada.
Em andamento lembra um lagarto, esquivando-se entre as pedras da calçada, veloz, pata atrás de pata, rápido para não perder a vez ou não ser encontrado. O Fífia gostava de se perder nas ruas, sumir-se na multidão, esquivando-se aos recados da mãe e às repreensões das tias. Mas, nunca consegue. E muitas vezes, quando pensa que é desta, acontece-lhe como aos lagartos, deixa atrás o rabo a mexer, que é como quem diz, fica como os gatos, escondido, mas com o rabo de fora. E mexendo-se, leva logo. As tias não lhe perdoam e a mãe não o defende.
O Fífia é um pinga amor? Sim. Talvez. Fracalhote, é certo, mas esforçado. Esmera-se. Fala de Dante, de Camões, Fernando Pessoa. Diz que é escritor, músico e que também pinta quadros, além da manta. Quase ninguém acredita. E acham que ele é tudo menos pinga amor. É que, para a maior parte das pessoas, os pinga amor, até têm graça. Mas o Fífia? O Fífia não tem graça nenhuma.
E depois ele chora, choraminga muito, fingindo-se triste e só, abandonado como um periquito enjaulado, a quem cortaram as asas, por motivos de força maior. Não há quem consiga aguentar. Agora diz que este Verão vai procurar uma noiva. Quer casar rapidamente. A idade não o perdoa e ele também diz que não perdoa a idade. E di-lo tão sério, que muitas vezes pensamos, que vai brigar com a idade. Será que pensa que a idade é uma jovem ou uma mulher mais velha? Desconheço. Talvez vá (ou vaia, como ele diz) aceitar casar com a idade ou outra coisa qualquer. Matar a sua idade? Dele tudo se espera. Os mais mirabolantes raciocínios, que às vezes parecem ter saído da cabeça de uma criança de menos de seis anos, são normais no Fífia, para quem A Divina Comédia, não é, nada mais, nada menos, senão um livro de anedotas sobre deuses. E todos os dias, faça chuva ou faça sol, lá está ele, sentado na esplanada da sua rua, contando às pobres marlenes, às desgraçadas marias e às tontas beatrizes, mais uma anedota sobre Deuses ou histórias sobre a sua triste vida, que nunca começa na mesma data nem nunca acaba com a mesma noiva. Em meia hora, desmancha todos os seus pressupostos noivados, enquanto vão entrando e saindo do café, todas as flores mais belas do mundo. Diz ele.
Nós acreditamos, se quisermos ou, por via das dúvidas, se nos importarmos com isso...
sábado, junho 14, 2008
Recomendação de Leitura

Mini contos de vários autores portugueses e brasileiros.
Foi lançado em 2007 pela editora Casa Verde.
De lá:
INIMIGO
"Um inimigo pega de estaca. Plantá-lo, pois, regá-lo e observar o rebentar das primeiras folhas. A seguir, a floração inicial. Cuidar dela com desvelo. Tonificar a planta, cortando as folhas ressequidas e amarelas. Dar-lhe o tempo necessário para crescer, até no caule os espinhos despontarem. Mais tarde, virão os primeiros frutos, prontos a debicar. De quando em vez ousar uma carícia, umas palavras doces. Zelar amorosamente pelo inimigo. Assim se aprende o valor ímpar da inimizade."João Pedro Messeder página 30.
Este e todos os outros valem (muito) a pena, na minha opinião. Um livro levinho, pequenino e fácil de transportar. Enorme nas imagens, que (d)escrevem os autores. A ler. Custa 10 euros. Eu comprei o meu na Livraria Solmar, em Ponta Delgada.
sexta-feira, junho 13, 2008
Tabacaria
Álvaro de Campos, dito por João Villaret
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13 de Junho de 1888,
Fernando António Nogueira Pessoa,
Lisboa
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