numa rua da cidade de Ponta Delgada.
"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando as vidas dos insectos..." Mário Quintana
domingo, março 02, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Faço, finalmente, 8 anos!

Esta é a oitava vez, desde 1976, que o meu dia vem no calendário. Em 2012 farei 9 anos e assim sucessivamente. A partir de agora, depois de me aparecerem os primeiros cabelos brancos, vou passar a reger-me pelos bissextos. Gosto de fazer anos, mas fazer de 4 em 4 é melhor ainda.
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fotografia tirada no Verão de 1977
Para quem é Grande, e não tem problemas com isso...
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Um aniversário muito feliz, Marianita!
Que a vida te recompense na medida da
Grandeza da tua alma.
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poesia de Fernando Pessoa
terça-feira, fevereiro 26, 2008
"Quem fica na ponta dos pés tem pouca firmeza"*

imagem
Com saudades, lembro-me do ET: phone home e rio-me sempre que oiço a história dos ovnis, dos pózes, das luzes: eles erim quatro. Porém, há fenómenos, que faço por ignorar, um deles é aquele ao qual costumo chamar bug em campanha.
Uma espécie de gato escondido com o rabo de fora. Lamento, mas este blogue não servirá para passeio dessa espécie.
* Lao Tsé
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Cara de beato,
unhas de gato
domingo, fevereiro 24, 2008
Adelaide
António tinha reconcóbios no juízo. Não era uma pessoa estranha nem tresloucada, mas tinha e, reconhecia-o com frequência, no café com os amigos, uma forma de estar reconcóbica: com altos e baixos na alma. Como se ela tivesse fios e fosse de puxar para cima e para baixo ou de esticar como as pastilhas elásticas gorila.
Certos dias, gostava de poder ser azul, outros de ser tão verde como as alfaces, que o pai plantava na varanda, em pequenos vasos, para fingir que tinha uma horta, outras vezes, até transparente: tão transparente como as asas das moscas, que se colavam nos vidros das janelas, nos dias de calor, da sua casa de férias, quando ainda era possível, fazer concursos de pegadas com os primos, na terra, junto à macieira preferida da avó Adelaide. A casa de férias era grande e, ao contrário da que é cantada, tinha tectos e janelas e uns olhos muito grandes de avô sábio, que eram a prova de um diagnóstico perfeito: António era feliz e a sua felicidade media-se pelo tamanho das pegadas na terra da sua infância. Agora, passados tantos anos, desse tempo, que só a recordação devolve, António, vinte anos mais velho e mais cansado, entretém-se num solilóquio solitário, a contar aos amigos, que sente necessidade de passear por dentro de si próprio; que esses passeios, que dá, à mesa do café ou, enquanto tira fotocópias de livros, no local onde trabalha, o transformam numa espécie de sombreado humano; num valente e façanhoso relevo de si mesmo. Uma impressão. Os amigos, que não viveram as mesmas experiências do António, nem tão pouco conseguem compreender quão importantes, poderão ter sido os concursos de pegadas na terra junto à macieira da avó do António, temem que todas aquelas histórias não passem de invenções ou pequenas malinezas, que ele faça para pedinchar atenção. Mas, ao António tudo isso passa ao lado.
Enquanto, os amigos discutem sobre a veracidade das histórias que o António conta, ele embarca, mais uma vez, noutra viagem por dentro de si próprio, e, tal e qual, como nos livros que fotocopia e encaderna, vai paginando o tempo com a melhor impressão, que conhece: o azul dos olhos do avô, o verde das alfaces dos vasos do pai e a sua pegada, que por ser a maior, ganhava todos os concursos com os primos, junto à macieira preferida da avó Adelaide, que nunca chegou a conhecer.
sábado, fevereiro 23, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Retrato

"Cruel como os Assírios,
Lânguido como os Persas,
Entre estrelas e círios
Cristão só nas conversas.
Árabe no sossego,
Africano no ardor;
No corpo, Grego, Grego!
Homem, seja onde for.
Romano na ambição,
Oriental no ardil
Latino na paixão,
Europeu por subtil:
Homem sou, homem só
(Pascal: "nem anjo nem bruto"):
Cristãmente, do pó
Me levante impoluto."
Vitorino Nemésio
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Céu no asfalto

Sempre adorou traços contínuos.
Por isso, decidiu pintar de azul todas as passadeiras da sua freguesia; trazer o céu para o asfalto, como explicou mais tarde, quando a PSP o multou por manifesta falta de respeito às regras estipuladas.
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Fotografia Pico (Céu)
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
O Fim
"Ontem julguei ter visto a luz
Nas horas brancas conduzi o despertar
E fui subindo a escada
Que me separa do meu fim.
Abandonei quem já passou
Fechei os olhos e previ o que encontrei
E foi nesta viagem
Que eu percebi que não estou só ...."
Jorge Palma
O concerto de ontem à noite foi fantástico. Jorge Palma cantou e encantou (- me). Excelente para chegar a uma nova segunda feira deste mês de Fevereiro de ano bissexto.
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"há coisas fantásticas não há?"
domingo, fevereiro 17, 2008
Bilhete
Faltava escrever qualquer coisa no papel amarelo com cola por trás, antes de fixá-lo na porta do frigorífico para a mãe ver quando chegasse a casa do trabalho. Pensou. Repensou. E lembrou-se: faltava o nome. Assinou Alice, depois de deixar bem explícitas, todas as suas razões: É 6ª feira, vou-me embora e vou agora, porque daqui a bocadinho já é Sábado. Sempre quis ir à última feira da semana. Talvez comprar uma blusa.
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experiência no curso de escrita criativa
sábado, fevereiro 16, 2008
É a economia estúpido / É a escravatura do $ €
"Os problemas do Estado Social não podem ser dissociados da economia. O Estado Social tem de ser reconfigurado à luz desta realidade. É esse o trabalho que está a ser feito.
A obsessão atávica por fórmulas de Estado Social que já não correspondem às dinâmicas da economia e da sociedade, só pode ter como resultado o desastre."
Luís Amado
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Visão de 14 de Fevereiro de 2008
A obsessão atávica por fórmulas de Estado Social que já não correspondem às dinâmicas da economia e da sociedade, só pode ter como resultado o desastre."
Luís Amado
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Visão de 14 de Fevereiro de 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Meditatio
"When I carefully consider the curious habits of dogs
I am compelled to conclude
That man is the superior animal.
When I consider the curious habits of man
I confess, my friend,
I am puzzled."
Ezra Pound
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poesia porque sim
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