Mostrar mensagens com a etiqueta turismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta turismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, novembro 01, 2010

A crítica fácil corrói a lucidez

Como é do conhecimento público, foram já publicadas as alterações das regras de serviço público de transporte aéreo, que vão permitir que os açorianos disponham de tarifas aéreas promocionais ao preço médio de cem euros.

Esta tinha sido uma promessa anunciada em Abril deste ano. Desde então, o Governo Regional dos Açores trabalhou, serena e consistentemente, neste objectivo, imune ao ruído que gerou à volta desta matéria, quase sempre produzido por um PSD/Açores que pensava que esta redução nunca iria acontecer.

Para memória futura, será conveniente lembrar a postura do maior partido da oposição relativamente a este dossier, o qual, ao longo de meses, sempre mostrou uma atitude destrutiva. É a prova provada que, para o PSD/Açores, vale mais criticar o Governo Regional do que se regozijar com uma boa medida ao serviço dos açorianos. É o ressabiamento político crónico, que tolhe a visão e limita a responsabilidade. Recorde-se que, no final de Julho, a própria líder do PSD/Açores defendia – e cito – “que é preciso baixar as tarifas aéreas. Não é apenas prometer, falar em reduções, é preciso cumprir”.

Pois bem, está na hora de Berta Cabral reconhecer que já está cumprido este ponto, a bem da coerência e da sua credibilidade políticas. Depois, na mesma estratégia cega, foi o Grupo Parlamentar do PSD/Açores a endereçar, em Agosto, um requerimento a questionar o Governo relativamente à “data que serão disponibilizadas as passagens aéreas com preço inferior a 100 euros”.

Muito bem, este ponto está também perfeitamente definido com a publicação das novas regras. Seria, assim, recomendável que os deputados sociais-democratas reconhecessem a bondade de uma medida tomada em favor dos açorianos. O que fez o PSD/Açores? O costume. Limitou-se a desvalorizar, agora, o que antes exigia saber quando entrava em vigor. Ou seja, antes a líder do PSD/Açores “exigia” saber quando os açorianos teriam acesso a tarifas mais baixas. Agora, que já foram anunciadas, o deputado Jorge Macedo diz que a “montanha pariu um rato”. É caso para dizer que a “montanha” foi a estratégia do PSD/Açores de denegrir esta medida.

Temos, pois, um PSD/Açores em negação dos Açores. Além disso, os transportes serão, porventura, dos sectores em que o PSD/Açores terá menos legitimidade para criticar os governos socialistas. Basta referir dois pontos: Quando o PSD era Governo, os Açores apenas tinham uma SATA limitada aos voos entre as ilhas e uma dependência da TAP para as ligações ao exterior.

Foram os governos socialistas que criaram a SATA Internacional, companhia que obteve o Certificado de Operador Aéreo em Junho de 1998. No tempo que o PSD assumia funções governativas, uma passagem para Lisboa custava a módica quantia de 60 contos (cerca de 300 euros), valor da altura muito mais elevado do que a tarifa regular de hoje em dia.

Mesmo sem actualização de preços, era mais caro viajar em 1996 do que é hoje em dia. Bastam estes dois factores para se perceber qual é o património do PSD/Açores em matéria de transportes aéreos. Mas isso é passado. O que interessava mesmo era que o PSD de Berta Cabral ficasse satisfeito com o bem dos açorianos. Mas isso não acontece porque a tentação de falar mal do Governo se sobrepõe a qualquer raciocínio lúcido deste partido.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

"À Janela do Mundo"

2010: Turismo com prioridades bem definidas


A crise que o sector do turismo atravessa a nível global e que, obviamente, afecta a nossa região, devido à recessão económica nos mercados emissores, representa uma responsabilidade acrescida para o Governo dos Açores. É nesse enquadramento que se apresentou, no Plano Regional para 2010, a política de investimento para o sector do turismo, assente em três grandes prioridades.

A primeira é o reforço da aposta na promoção do destino Açores, enquanto região com características únicas para o turismo de nichos. A sua natureza, o seu clima temperado, as actividades agregadas ao mar, a segurança, o vulcanismo e, a um segundo nível, os recursos termais, o golfe e o turismo de congressos, são produtos com valor acrescentado, elencados no Plano de Marketing Estratégico, que devem continuar a ser promovidos, enquanto “Marca Açores”, em parceria com os agentes promotores do sector. Esta divulgação da “Marca Açores” deverá, por um lado, promover a diversificação dos mercados emissores de fluxos turísticos (utilizando, as novas tecnologias enquanto meio de divulgação capaz de chegar a um leque mais variado de destinos e destinatários, como o mercado norte-americano e canadiano), e por outro lado, consolidar a nossa presença junto de mercados já estabelecidos, como o mercado escandinavo e continental através de acções de promoção tradicional, como campanhas publicitárias multimédia, participação em feiras do sector e noutros eventos de promoção que atraiam grande número de potenciais turistas.

Outra segunda prioridade é a de continuar a criar condições para o investimento na qualificação, diversificação e expansão da nossa oferta hoteleira, do turismo em espaço rural e do desenvolvimento dos recursos termais da nossa região, de uma forma sustentável, através do Sistema de Incentivos, SIDER, da valorização ambiental, do auxílio à construção de infra-estruturas de apoio ao turismo e no desenvolvimento de acções de animação turística que promovam o aumento da estadia média do visitante e requalifiquem a oferta.

A terceira prioridade da política de investimento vai no sentido de aumentar os fluxos turísticos e o gasto médio dos turistas nacionais e estrangeiros nas nossas ilhas, através da atracção de novos operadores para o mercado açoriano e do melhoramento das acessibilidades aéreas e marítimas.

O aumento do número de cruzeiros que atracam nos portos açorianos, a estabilidade e qualidade do transporte marítimo inter-ilhas e o desenvolvimento de novas rotas aéreas por um operador público ou privado, a preços verdadeiramente atractivos para os mercados emissores, constitui uma necessidade para o sector, já entendida pelos poderes públicos, mas, que deverá ser prosseguida quanto antes.

Cabe, também, aos “players” do sector serem mais empreendedores, procurarem a qualificação dos seus recursos humanos, aumentarem, melhorarem e diversificarem a sua oferta e, acima de tudo, terem a consciência de que os mercados emissores não se dirigem aos Açores apenas porque os desejamos. Parte deste trabalho de procura e negociação com operadores estrangeiros cabe igualmente aos empresários, tal como o fizeram, recentemente e em parceria com o Governo, relativamente ao mercado escandinavo.